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BB diz que analisará qualquer pedido sobre BRB de forma técnica

Presidente do Banco do Brasil afirma que não há demanda sobre socorro ao BRB, mas banco analisaria pedido de forma técnica. BRB tem rombo de R$ 8 bilhões e balanço atrasado.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, disse que até o momento não chegou à instituição nenhuma demanda relacionada a um eventual socorro do BRB. Caso receba algum pedido, o banco analisará o tema de forma técnica e comercial, como faz com qualquer operação.

Situação do BRB em março de 2026

Indicador Valor
Desequilíbrio patrimonial estimado R$ 8 bilhões (dez/2025)
Aumento de capital proposto R$ 8,86 bilhões
Empréstimo pedido pelo GDF R$ 4 bilhões
Balanço 2025 Não publicado no prazo (31/mar)
Prazo de capitalização 180 dias (até ago/2026)

Fonte: Valor Econômico

Desequilíbrio de R$ 8 bilhões e balanço atrasado

“Não tem nada para nós nesse sentido, mas caso venha, a gente vai analisar comercialmente, como analisamos qualquer operação. Mas não tem nada, nenhum estudo”, disse Medeiros a jornalistas após evento no Rio. A declaração ocorre num momento em que circulam no mercado informações sobre possível entrada de bancos públicos em uma operação de socorro ao BRB, que tem desequilíbrio patrimonial estimado em R$ 8 bilhões oriundo da compra de carteiras supostamente fraudadas do Banco Master.

O BRB propôs aumento de capital de R$ 8,86 bilhões e adiou a publicação do balanço de 2025, cujo prazo expirou em 31 de março. O CEO Nelson de Souza tem defendido que só apresentará as demonstrações financeiras quando tiver solução definida para o problema de capital. O governo do DF já pediu R$ 4 bilhões em empréstimo para capitalizar a instituição, e o plano inclui prazo de 180 dias para conclusão, com limite em agosto de 2026.

O que observar

A declaração de Medeiros é relevante pelo que nega: não há, até o momento, envolvimento formal do maior banco público do país no socorro ao banco distrital. Mas o fato de a presidente ter sido questionada sobre o tema reflete a expectativa do mercado de que bancos públicos sejam chamados a participar. Vale acompanhar se, à medida que o prazo de capitalização avança sem solução definitiva, o cenário muda e instituições federais passam a ser formalmente acionadas.

Fontes: Valor Econômico

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