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BB leva autenticação de cartão em tempo real para empresas

Banco do Brasil estende ‘BB, Sou Eu!’ para cartões PJ: alerta no app substitui bloqueio preventivo em compras suspeitas de clientes corporativos.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Reprodução

O Banco do Brasil estendeu o “BB, Sou Eu!” para cartões corporativos: a plataforma de autenticação em tempo real, disponível para pessoas físicas desde julho de 2025, passa a validar compras suspeitas de clientes PJ diretamente no App BB, substituindo o bloqueio preventivo por confirmação interativa.

Autenticação de cartão PJ: antes e agora

Etapa Modelo anterior Com “BB, Sou Eu!”
Transação suspeita Bloqueio preventivo automático Notificação no App BB
Ação do cliente Contato com o banco Confirmação no aplicativo
Resolução Desbloqueio manual Aprovação ou negativa em tempo real

Modelo de autenticação do “BB, Sou Eu!” para cartões PJ. Fonte: TI Inside

Como funciona para clientes corporativos

Sempre que uma transação com cartão PJ apresenta indício de risco, o cliente recebe um alerta diretamente no App BB e confirma imediatamente se reconhece a operação. Para acessar a funcionalidade, o cliente empresarial precisa ter o app instalado, além de chave J e senha de acesso. Em nota, o banco afirmou que a solução “traz para o público PJ a mesma experiência já consolidada junto aos clientes PF, com interações rápidas e autonomia na tomada de decisão”.

A expansão para o segmento corporativo replica o modelo adotado para clientes pessoa física desde julho de 2025. Segundo o banco, a prioridade é preservar a continuidade das operações financeiras sem sacrificar a segurança, num contexto em que o bloqueio preventivo gerava atrito e recusas indevidas.

O setor contra fraudes em cartões

A expansão do “BB, Sou Eu!” se insere numa tendência mais ampla do setor. Entre 2021 e 2026, o índice de fraude em cartões no Brasil caiu cerca de 50%, segundo a Abecs; ainda assim, 42,5% das fraudes financeiras já usam ferramentas de inteligência artificial, dado que eleva o risco para o segmento corporativo, cujas transações tendem a ter ticket médio maior. Em paralelo, o BB e a Visa já testam compras feitas por agentes de IA, ampliando o escopo das autenticações que o modelo precisará cobrir nos próximos meses.

O que observar

A troca de bloqueio preventivo por validação interativa resolve um gargalo operacional claro para empresas com alto volume de compras corporativas: cada recusa indevida gera atrito e, no segmento PJ, pode envolver transações de maior valor. A questão a acompanhar é se o modelo de notificação via app é suficiente para o perfil de uso corporativo, onde o portador do cartão nem sempre é o gestor financeiro que aprova a operação.

Com fraudes digitais crescendo em sofisticação e o avanço de deepfakes como vetor de ataque, instituições financeiras com carteiras corporativas relevantes devem avaliar se autenticação por notificação em app resiste a cenários em que o próprio dispositivo do portador está comprometido. O próximo dado concreto a acompanhar é a taxa de falsos positivos após a expansão ao PJ, que indicará se o modelo reduz efetivamente o atrito sem aumentar a exposição a fraudes consumadas.

Fontes: TI InsideFinsiders BrasilLet’s MoneyLet’s Money

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