O Banco do Brasil viabilizou uma doação de € 20 milhões do banco alemão de desenvolvimento KfW para fortalecer ações de inclusão socioeconômica no país. Os recursos serão direcionados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo BB, dentro do programa Acredita no Primeiro Passo. Na prática, a doação reduz o risco de concessão de crédito para famílias de baixa renda que desejam empreender.
Como a doação chega ao empreendedor
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KfW (banco alemão) doa € 20 milhões ao FGO
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FGO (administrado pelo BB) serve como garantia para bancos
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Bancos concedem crédito com risco reduzido para empreendedores do Cadastro Único
Programa Acredita no Primeiro Passo — MDS/Governo Federal.
5 milhões de pequenos negócios na mira
“Hoje, existem mais de 5 milhões de pequenos negócios no Brasil com o público do Bolsa Família e do Cadastro Único”, disse Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social. A declaração contextualiza a escala do mercado endereçável: famílias que já recebem benefícios sociais e que poderiam acessar crédito produtivo para empreender.
Dois contratos formalizaram a parceria: um de contribuição financeira entre o KfW e o FGO, e outro com as diretrizes de implementação e governança do processo. A assinatura contou com Claudia Arce, diretora do KfW para América Latina e Caribe, e Luiz Carlos Everton, secretário de Inclusão Socioeconômica.
Microcrédito como porta de entrada
O modelo de garantia internacional para fundos locais é relativamente comum em países em desenvolvimento, mas ganha relevância no Brasil em um momento em que o crédito no país cresce, porém continua concentrado em perfis de menor risco. A doação do KfW não é crédito direto, mas garantia que permite aos bancos emprestar para um público que normalmente seria rejeitado por modelos tradicionais de análise de risco.
O programa Acredita no Primeiro Passo já havia recebido sinalização de apoio do governo alemão em abril de 2024, quando o secretário parlamentar do Ministério de Cooperação da Alemanha discutiu os termos com o ministro Wellington Dias. A formalização aconteceu apenas agora, após a estruturação jurídica do FGO para receber aportes internacionais.
O que observar
A iniciativa pode ampliar o acesso a microcrédito para empreendedores de baixa renda em um momento em que fintechs e bancos digitais buscam expandir suas carteiras de crédito para segmentos subatendidos. Se o modelo funcionar, pode ser replicado com outros bancos de desenvolvimento e organismos multilaterais.
Vale acompanhar quantas operações de crédito serão viabilizadas pela garantia de € 20 milhões e qual será a taxa de inadimplência do programa. O histórico de microcrédito no Brasil é misto: programas bem estruturados com acompanhamento apresentam inadimplência controlada, mas operações massificadas sem suporte tendem a gerar problemas.
Fontes: Ministério do Desenvolvimento Social