O Banco do Brasil liderou a captação dos recursos ofertados, totalizando R$ 1,5 bilhão, do 4º leilão do Eco Invest. Com foco em projetos de sociobioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura na Amazônia Legal, a iniciativa reforça o compromisso do Banco com o desenvolvimento sustentável e a promoção de novas dinâmicas econômicas na região.
Foram concentrados R$ 6,4 bilhões em investimentos no Programa, 48% dos R$ 13,2 bilhões mobilizados no certame, com 70% da carteira voltada à Amazônia Legal: quase três vezes o piso de 25% exigido pelo programa.
BB no Eco Invest: participação nos quatro leilões
| Leilão | BB captou | Total ofertado |
|---|---|---|
| 1º (transição energética) | R$ 800 mi | R$ 4,8 bi |
| 2º (recuperação de áreas) | R$ 4,2 bi | R$ 6,8 bi |
| 3º (equity, transição) | R$ 1 bi | R$ 3 bi |
| 4º (Amazônia Legal) | R$ 1,5 bi | R$ 6,4 bi |
Participação do BB nos quatro leilões do Eco Invest. Fonte: Valor Econômico
BB presente nos quatro leilões, 100% dos recursos do primeiro já aplicados
O Eco Invest usa capital catalítico público para alavancar investimentos privados em projetos sustentáveis, com exigência de pelo menos 60% de capital estrangeiro na parcela privada. No 4º leilão, oito instituições financeiras participaram (seis privadas e duas públicas), mas o BB foi responsável por 48% do total mobilizado, com alavancagem de 4,25 vezes sobre o capital captado. “O resultado obtido pelo Banco do Brasil no quarto leilão do Eco Invest reafirma nossa capacidade de estruturar soluções financeiras robustas para apoiar a transição sustentável do país”, disse José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade do BB.
O banco está presente em todos os leilões desde a primeira edição. No 1º certame, voltado a projetos de transição energética, já aplicou 100% dos recursos captados, beneficiando 31 empresas. No 2º, dedicado à recuperação de áreas degradadas, quase 90% dos projetos estão em fase de implementação. Para o 4º leilão, a exigência era de ao menos 25% dos projetos na Amazônia Legal. A carteira apresentada pelo BB supera 70%, quase três vezes o piso mínimo. O banco também mantém posição na região por meio do Ponto BB em Belém, lançado em março. Segundo Sasseron, a carteira de sociobioeconomia do banco já atinge R$ 3 bilhões, com impacto para cerca de 150 mil pessoas, a maioria na Amazônia.
O 4º leilão concentrou três eixos temáticos: bioeconomia (incluindo bioindustrialização, sociobioeconomia e restauração produtiva), turismo sustentável e infraestrutura. A sociobioeconomia recebeu R$ 1,9 bilhão do total, 14,4% do certame. O ministro José Paulo Capobianco afirmou que o programa continua enquanto houver demanda. “Enquanto houver interesse, empresas captando e operando, certamente teremos interesse em avançar com o Fundo Clima e com o Eco Invest, quando quisermos estimular novas frentes”, disse. A agenda de ESG em bancos e fintechs no Brasil tem no Eco Invest um dos seus principais instrumentos de alavancagem pública.








