O Banco do Brasil renegociou R$ 1,7 bilhão em dívidas ao longo de março, fechando mais de 180 mil acordos com clientes. Com o resultado, a instituição decidiu prorrogar as condições especiais de renegociação até 30 de abril.
Campanha BB , março 2026
| Indicador |
Resultado |
| Volume renegociado |
R$ 1,7 bilhão |
| Acordos formalizados |
180 mil+ |
| Desconto máximo |
Até 90% |
| Prazo prorrogado |
Até 30 de abril |
Fonte: Banco do Brasil
Mutirão Febraban e contexto de inadimplência
A campanha do BB fez parte do Mutirão Nacional de Negociação e Orientação Financeira, iniciativa da Febraban em parceria com o Banco Central, a Senacon e Procons estaduais. O mutirão, que vigorou em março, permitiu renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, consignado e outras modalidades sem garantia, com descontos de até 90%. Em 2025, as duas edições do programa somaram 2,6 milhões de contratos renegociados no setor bancário.
O movimento ocorre em um cenário de inadimplência em patamares recorde, com dívidas em alta em todo o país. No próprio BB, a inadimplência do agronegócio atingiu 6% da carteira rural, pressionando os resultados de 2025. A carteira total de crédito do banco encerrou dezembro em R$ 1,297 trilhão.
Canais e ferramenta de gestão financeira
“Caso a renegociação não esteja disponível de forma automática, o cliente pode procurar atendimento personalizado pelo WhatsApp ou pelo Fale Com o seu gerente no aplicativo do Banco”, disse Daniel Brum, gerente executivo da Unidade de Cobrança e Reestruturação de Ativos do BB. Não é necessário envio de documentos em nenhum dos canais: app BB, WhatsApp (61) 4004-0001 com a opção #renegocie, terminais de autoatendimento, site bb.com.br/solucaodedividas, central telefônica (4004-0001 / 0800 729 0001) e agências.
Fábio Cunha, gerente executivo da Diretoria de Clientes Pessoa Física, destacou que a iniciativa integra um conjunto de ações de educação financeira. O banco informou que a ferramenta Minhas Finanças, disponível no app BB, é utilizada mensalmente por mais de 7 milhões de clientes para categorização de gastos, extrato multibanco e planejamento de orçamento.
O que observar
A prorrogação até abril sinaliza que a demanda por renegociação segue elevada e que o estoque de inadimplência não foi absorvido em um único ciclo de campanha. Com juros restritivos e endividamento recorde, o volume de R$ 1,7 bilhão em um mês sugere que a pressão sobre a qualidade de crédito de grandes bancos de varejo permanece ativa. Vale acompanhar se a segunda janela em abril amplia o total renegociado a ponto de impactar os indicadores de inadimplência do 1T26, que serão divulgados nas próximas semanas.
Fontes: Banco do Brasil • Agência Brasil • Febraban • Let’s Money