O Banco do Brasil apresentou o BB 5.0 no BB Day 2026, com IA embarcada, modelo figital e meta de 54 milhões de clientes digitais ativos até 2030, partindo dos atuais 36 milhões em uma base total de 90 milhões de correntistas.
BB Day 2026: metas anunciadas
| Indicador |
Hoje |
Meta |
| Clientes digitais ativos |
36 milhões |
54 milhões até 2030 |
| Hub virtual |
100 agências |
500 até dez. 2026 |
| Plataforma de CRM |
Em implementação |
R$600M em 3 anos |
| Cobertura municipal |
94% dos municípios |
Manter com figital |
Metas anunciadas pelo Banco do Brasil no BB Day 2026. Fonte: Seu Dinheiro
IA embarcada e personalização no novo aplicativo
O BB 5.0 substitui o aplicativo atual com foco em leveza, agilidade e personalização. A arquitetura embarca inteligência artificial para adaptar a experiência por perfil de cliente, com os segmentos de alta renda como casos iniciais. A plataforma de CRM que sustenta essa personalização receberá R$600 milhões ao longo de três anos.
Marisa Reghini, VP de Tecnologia, apresentou os segmentos Estilo e High Estilo como foco inicial da personalização avançada. Carla Nesi, VP de Varejo, detalhou o modelo figital: combinação de presença física e digital que cobre 94% dos municípios brasileiros. O hub virtual, que hoje soma 100 agências digitais, chegará a 500 até o fim de 2026 para ampliar alcance sem abertura de novas unidades físicas.
Subsidiárias e expansão internacional
Mais de 52% dos resultados do banco já vêm de subsidiárias. O braço de consórcios lidera o setor com R$150 bilhões sob gestão, e o segmento de seguros opera como gerador de valor recorrente. A CEO Tarciana Medeiros afirmou que 2026 “não vai ser fácil, especialmente no primeiro semestre”, descrevendo uma trajetória de recuperação não linear diante de incertezas no agronegócio.
Na frente de pagamentos, o banco expandiu o Pix para a Argentina via Banco Patagonia e planeja levar o serviço para os EUA. A infraestrutura digital que sustenta essa expansão avança em paralelo: 93% das agências foram modernizadas com nova rede no início de 2026.
O que observar
A meta de 54 milhões de clientes digitais ativos exige crescimento de 50% em quatro anos sobre uma base já grande. O ritmo depende de quanto o modelo figital converte clientes presenciais sem perder relacionamento, e de como a IA embarcada no novo aplicativo se traduz em engajamento real. O histórico de grandes bancos em personalização mostra que plataformas de CRM e dados de conta não geram resultado automático.
Vale acompanhar se os hubs virtuais conseguem replicar taxa de conversão comparável à rede física, especialmente nos segmentos de menor digitalização. A expansão do Pix para corredores internacionais de alto volume é a aposta mais ambiciosa: depende de acordos regulatórios e operacionais cuja execução costuma escapar do cronograma previsto.
Fontes: Valor Econômico • Seu Dinheiro • Let’s Money • Let’s Money