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BC passa a exigir auditoria de empresas de ativos virtuais

BC passa a exigir auditoria independente registrada na CVM para autorizar prestadoras de ativos virtuais, com vigência em 1º de junho.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Banco Central passará a exigir, a partir de 1º de junho, relatório de auditoria independente de firma registrada na CVM para autorizar prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs). A medida foca no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo e busca alinhar o Brasil aos padrões internacionais.

SPSAVs: novo requisito para autorização pelo BC

Item Detalhe
Quem se aplica Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs)
Nova exigência Relatório de auditoria independente
Qualificação do auditor Registrado na CVM
Foco da auditoria Identificação e prevenção de operações suspeitas (PLD/CFT)
Vigência A partir de 1º de junho de 2026

Novo requisito para autorização pelo BC. Fonte: Valor Econômico

O que muda no processo de autorização

Em nota, o BC afirmou que a exigência visa fundamentar o processo de autorização com uma opinião técnica independente sobre os procedimentos adotados pelas SPSAVs para identificar e prevenir operações suspeitas. “A exigência tem como objetivo aumentar a segurança das decisões nos processos de autorização, ao mesmo tempo em que reforça o alinhamento do país às práticas e aos padrões internacionais de combate a esses crimes”, disse o BC.

A verificação por auditoria independente, segundo o regulador, contribui para “maior transparência e confiabilidade nos controles adotados pelas empresas do setor”. O movimento segue a lógica de elevar o padrão de compliance exigido das prestadoras de serviços financeiros digitais, tendência que a Receita Federal já havia adotado ao igualar obrigações de fintechs às de bancos no combate a crimes financeiros.

O marco regulatório das SPSAVs

As SPSAVs operam como exchanges, custodiantes ou corretoras de ativos virtuais. O Banco Central publicou as Resoluções 519, 520 e 521 em novembro de 2025, estabelecendo o marco regulatório do setor. As normas entraram em vigor em fevereiro de 2026, com prazo de 270 dias para que as empresas protocolem o pedido de autorização, o que fixa o limite em 30 de outubro de 2026.

A nova exigência de auditoria se insere nesse processo: empresas que querem obter a autorização do BC precisarão apresentar o laudo antes de concluir o rito. O setor já opera sob crescente escrutínio regulatório, tema que a ABcripto discutiu em profundidade no podcast Let’s Money, detalhando como o mercado brasileiro se prepara para a regulamentação.

O que observar

A exigência de auditoria registrada na CVM eleva o custo de entrada no mercado de ativos virtuais no Brasil. Para operadoras menores, sem estrutura de compliance madura, a nova etapa pode representar uma barreira relevante no processo de autorização. O que vale acompanhar é se o BC publicará orientações adicionais sobre o escopo mínimo do relatório e se exigências similares serão incorporadas à rotina pós-autorização, não apenas ao rito de entrada.

A medida também sinaliza alinhamento com o GAFI, o grupo de ação financeira internacional que define os padrões globais de prevenção à lavagem de dinheiro. Países com marcos regulatórios para ativos virtuais considerados insuficientes pelo GAFI enfrentam restrições em operações internacionais. A adoção dessas exigências reforça a posição do Brasil como jurisdição adequada para operadores que buscam presença global.

Fontes: Valor EconômicoAgência BrasilLet’s MoneyLet’s Money

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