Ir para o conteúdo

RegulaçãoRegulação · Banco Master

BC mira novas regras para depósitos garantidos do FGC

Diretor do BC diz que debate inclui limite de alavancagem com depósitos garantidos. Agenda traz eFX, ajustes na Resolução 4.966 e duplicata eletrônica.

por

· 2 min

Atualizado em

Diego Grandi / Shutterstock.com

O Banco Central discute novas regras para limitar a alavancagem de instituições com depósitos garantidos pelo FGC, disse o diretor de regulação Gilneu Vivan em evento da ABFintechs em Brasília. Após o colapso do Banco Master em 2025, o FGC desembolsou mais de R$ 40 bilhões em cobertura, e o regulador quer evitar que o modelo se repita.

Agenda regulatória do BC para 2026

Tema Status / Prazo
Depósitos garantidos (FGC) Em discussão
Distribuição de ativos financeiros Em discussão
Ajustes na Resolução CMN 4.966 2º semestre de 2026
Fraudes e cibersegurança Novas regras em preparo
Regulamentação do eFX (câmbio) Conclusão prevista para 2026
Índice de liquidez simplificado Consulta pública encerrada
Portabilidade de crédito Harmonização OF x Núclea
Duplicata eletrônica Fase final, 2º semestre
Stablecoins, IA e tokenização Debates em andamento

Agenda regulatória apresentada por Gilneu Vivan em evento da ABFintechs. Fonte: Valor Econômico

FGC na mira após caso Master

A revisão das regras do FGC já constava na agenda do BC desde abril de 2025. Em agosto daquele ano, o regulador alterou normas para desincentivar o uso irresponsável de captações garantidas, na esteira da crise do Banco Master, que havia se expandido agressivamente emitindo CDBs via plataformas de investimento com cobertura do fundo. Agora, o debate avança para definir quanto uma instituição pode se alavancar com esses depósitos e como funcionará a distribuição de ativos financeiros. Bancos já vinham desenhando mudanças no FGC para coibir rendimentos agressivos oferecidos por instituições menores.

“Vamos ter três semestres de uso da 4.966 efetivamente e com isso espero que a gente tenha juntado um tanto de conhecimento para entender eventuais ajustes necessários”, disse Vivan sobre a Resolução CMN 4.966, que alterou as regras de provisão de instituições financeiras e cujos ajustes devem começar no segundo semestre. Ele também confirmou que a regulamentação do serviço de eFX será concluída neste ano e que o projeto de duplicata eletrônica está em fase final de aprovação, com previsão de entrar em operação no segundo semestre.

Na mesma fala, o diretor apontou a existência de dois sistemas paralelos de portabilidade de crédito, pelo Open Finance e pela Núclea, e defendeu a harmonização das tarifas. O FGC segue ativo na administração dos desdobramentos do caso Master, enquanto o BC prepara regras mais duras de combate a fraudes e cibersegurança. Vivan ainda citou stablecoins, inteligência artificial e tokenização como temas que continuam na pauta.

O que observar

A principal tensão está entre estabilidade financeira e competição. Instituições de menor porte que dependem de depósitos garantidos para captar recursos podem ter sua capacidade de crescimento limitada se o regulador impuser tetos de alavancagem mais rígidos. Do lado das plataformas de distribuição de investimentos, regras mais restritivas sobre quais ativos podem ser ofertados ao varejo mudariam o mix de produtos disponíveis. Vale acompanhar se os ajustes na Resolução 4.966 alteram as exigências de provisão a ponto de impactar a oferta de crédito, especialmente para fintechs que operam com carteiras mais concentradas.

Fontes: Valor EconômicoReuters/InvestingLet’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.