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BC lança Open Finance 7.0 e integra pagamentos a dados

BC publica versão 7.0 do Manual de Escopo do Open Finance com jornada otimizada que une iniciação de pagamentos e compartilhamento de dados.

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Atualizado em

Diego Grandi / Shutterstock.com

O Banco Central publicou a versão 7.0 do Manual de Escopo de Dados e Serviços do Open Finance em 22 de abril, substituindo integralmente a v6.0 de janeiro de 2025. A principal mudança é a “jornada otimizada”: um modelo que combina iniciação de pagamentos com compartilhamento de dados em um único fluxo. Segundo o manual, a novidade “cria uma base padronizada para que instituições ofereçam pagamentos iniciados de forma mais fluida e com menor fricção”.

Open Finance v6.0 vs v7.0

Aspecto v6.0 (jan/2025) v7.0 (abr/2026)
Foco Expansão horizontal de dados Jornada otimizada de pagamento
Principal novidade Portabilidade salarial, câmbio, novos campos de cartão Iniciação de pagamento integrada a compartilhamento de dados
Campos opcionais Eliminados (todos obrigatórios) Obrigatoriedade mantida
Orientação Padronização e expansão de escopo Sofisticação de serviço específico

Comparação baseada nas versões publicadas pelo BC. Fonte: Convergência Digital

O que a jornada otimizada muda

A nova seção do manual detalha como as instituições devem estruturar informações e serviços em operações que unem iniciação de pagamento e compartilhamento de dados. Na prática, fluxos que antes exigiam múltiplos consentimentos e redirecionamentos separados passam a ter uma jornada unificada. As instruções normativas IN BCB nº 724 e nº 725, publicadas em 16 de abril, formalizaram o arcabouço regulatório desta atualização.

O Open Finance acumula mais de 154 milhões de consentimentos ativos e registrou R$ 15,3 bilhões em iniciação de pagamentos em 2025. A versão faz parte do movimento de aproximação entre dados financeiros e execução de pagamentos, que já inclui a articulação entre iniciadores de pagamento e o Pix Automático.

De expansão a sofisticação

A v6.0 havia sido mais abrangente: incluiu portabilidade salarial, padronizou a identificação de transações conforme a visualização do cliente, adicionou campos como “data de atualização do saldo” e “justificativa de limite zerado” em cartões de crédito, além de ampliar o escopo para investimentos e câmbio. Também eliminou a classificação de campos opcionais, tornando obrigatória a implementação de todos os dados previstos. A v7.0, em contraste, é mais vertical: concentra-se na sofisticação de um serviço específico em vez de expandir o catálogo de dados.

Essa diferença sinaliza uma transição do Open Finance brasileiro de uma fase de estruturação para uma etapa de refinamento da integração entre serviços. Pesquisa recente aponta que consumidores esperam que o Open Finance reduza juros, e a integração entre dados e pagamentos é o caminho técnico para isso. Casos de uso como agregadores de investimentos via Open Finance dependem exatamente dessa padronização mais sofisticada.

O que observar

O BC não publicou prazo de adequação junto ao novo manual, então o calendário de implementação pelas instituições participantes definirá se a jornada otimizada sai do papel em 2026. A sobreposição funcional entre a iniciação de pagamentos pelo Open Finance e o Pix tende a se aprofundar com essa versão: como o regulador vai arbitrar essa convivência e estabelecer incentivos para adoção é a questão central para o setor.

A médio prazo, o grau de padronização alcançado nesta fase vai determinar se o ecossistema consegue avançar para casos de uso de maior valor, como crédito com portabilidade automatizada.

Fontes: Convergência Digital

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