A agenda do Open Finance nos próximos meses vai dar mais peso à qualidade dos dados que entram no sistema, afirmou em 1º de setembro Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central, em declaração publicada pelo Valor Econômico. Ele vê qualidade boa hoje, mas diz que ainda falta avançar para que o serviço chegue bem a todos os usuários.
A ordem da agenda, na descrição do diretor do BC
| Momento | Frente |
|---|---|
| Primeiro | Dados |
| Depois | Pagamentos |
| Agora | Portabilidade e oferta de crédito |
Sequência descrita por Gilneu Vivan em painel do Zetta Summit 2026. Fonte: Poder360
Do compartilhamento de dados à oferta de crédito
Na mesma data, o diretor esteve no Zetta Summit 2026, em Brasília, num painel sobre o que esperar do sistema na próxima meia década. Diante da plateia, arrumou a trajetória em três tempos e indicou o ponto que o regulador persegue agora. “Temos hoje uma agenda em que primeiro foram os dados, depois começamos a trabalhar com os pagamentos e agora a portabilidade e a oferta de crédito. É a fronteira que estamos buscando”, afirmou, conforme relato do Poder360.
Vivan ligou o próprio Open Finance a um efeito no bolso de quem toma dinheiro emprestado. “Ele vai ajudar a melhorar a qualidade, a oferta e a redução do custo de crédito. E essa é uma das preocupações que a gente tem trazido nas reuniões com as instituições, e a gente espera conseguir avançar”, declarou no mesmo painel. Em operação desde fevereiro de 2021 sob regras do BC, o sistema funciona com autorização do cliente para que instituições distintas troquem dados e serviços financeiros entre si.








