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BC vai dar mais peso à qualidade da entrada de dados

Diretor de Regulação do BC diz que a agenda do Open Finance dará mais peso à qualidade da entrada de dados. Eram 208,79 mi de consentimentos ativos em julho de 2026.

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A agenda do Open Finance nos próximos meses vai dar mais peso à qualidade dos dados que entram no sistema, afirmou em 1º de setembro Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central, em declaração publicada pelo Valor Econômico. Ele vê qualidade boa hoje, mas diz que ainda falta avançar para que o serviço chegue bem a todos os usuários.

A ordem da agenda, na descrição do diretor do BC

Momento Frente
Primeiro Dados
Depois Pagamentos
Agora Portabilidade e oferta de crédito

Sequência descrita por Gilneu Vivan em painel do Zetta Summit 2026. Fonte: Poder360

Do compartilhamento de dados à oferta de crédito

Na mesma data, o diretor esteve no Zetta Summit 2026, em Brasília, num painel sobre o que esperar do sistema na próxima meia década. Diante da plateia, arrumou a trajetória em três tempos e indicou o ponto que o regulador persegue agora. “Temos hoje uma agenda em que primeiro foram os dados, depois começamos a trabalhar com os pagamentos e agora a portabilidade e a oferta de crédito. É a fronteira que estamos buscando”, afirmou, conforme relato do Poder360.

Vivan ligou o próprio Open Finance a um efeito no bolso de quem toma dinheiro emprestado. “Ele vai ajudar a melhorar a qualidade, a oferta e a redução do custo de crédito. E essa é uma das preocupações que a gente tem trazido nas reuniões com as instituições, e a gente espera conseguir avançar”, declarou no mesmo painel. Em operação desde fevereiro de 2021 sob regras do BC, o sistema funciona com autorização do cliente para que instituições distintas troquem dados e serviços financeiros entre si.

Escala grande, entendimento pequeno

O tamanho do ecossistema é o pano de fundo dessa conversa sobre padrão técnico. O Brasil chegou a 208,79 milhões de consentimentos ativos em 31 de julho de 2026, na leitura do dashboard oficial do ecossistema. Na frente de pagamentos, o uso também subiu: o Pix iniciado por Open Finance saltou oito vezes em 2025, para 64,5 milhões de transações, de acordo com o Banco Central.

Do outro lado do balcão, o público enxerga pouco daquilo que usa. Pesquisa da AtlasIntel encomendada pela Zetta com 1.974 adultos, entre 20 e 27 de julho de 2026, mostra que 81,9% já ouviram falar do sistema, mas só 21% dizem conhecer bem e entender os principais pontos.

O que observar

Padrão de dados costuma doer primeiro em quem está na ponta receptora. Instituição que consome informação de terceiro para montar uma proposta de crédito depende de campo preenchido, atualizado e no formato combinado, e uma falha nessa camada reaparece como oferta pior no fim da linha. Se a agenda dos próximos meses caminhar por aí, vale acompanhar quais indicadores o regulador passa a publicar e se a régua vira exigência mensurável para os participantes ou fica no terreno da recomendação.

Outra pergunta em aberto é como esse esforço se acomoda na mesma janela em que portabilidade e oferta de crédito entram como prioridade. As duas frentes disputam o mesmo orçamento de engenharia dentro das casas, e vale observar se a régua de qualidade chega antes, junto ou depois da corrida por produto novo.

Fontes: Valor EconômicoPoder360Let’s Money

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