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Regulaçãobanco central · Banco Central

BC pode ganhar poderes para liquidar bancos em crise

Projeto de lei aguarda votação na Câmara, mas governo resiste a possibilidade de usar recursos públicos em resgates

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Um projeto de lei que amplia os poderes do Banco Central para liquidar bancos em situação de crise está na iminência de ser votado na Câmara dos Deputados, mas enfrenta resistência do governo federal. O principal ponto de discórdia envolve a possibilidade de repasses diretos da União para socorrer instituições financeiras em dificuldades graves.

A proposta foi enviada pelo próprio Executivo em 2019, durante o governo Bolsonaro, mas agora gera receios sobre a narrativa de injeção de dinheiro público em bancos privados. O caso do Banco Master, envolvido em suspeitas de fraudes de mais de R$ 12 bilhões, reforçou a urgência da discussão sobre instrumentos mais ágeis para lidar com crises bancárias.

Como funcionaria o novo modelo de resolução bancária

Segundo o portal NeoFeed, o relator Marcelo Queiroz explica que o projeto estabelece etapas antes de qualquer socorro com recursos públicos. Primeiro, bancos em dificuldade teriam que vender ações, buscar créditos subordinados ou recorrer a fundos de resolução com capital privado.

Somente após esgotadas essas alternativas, o Conselho Monetário Nacional poderia autorizar empréstimos da União, que precisariam ser reembolsados. Em situações extremas de risco sistêmico, envolvendo bancos considerados grandes demais para quebrar, aportes diretos do governo poderiam ser autorizados.

Regime de estabilização e poderes ampliados

O projeto introduz também o chamado regime de estabilização, que obrigaria controladores de bancos a priorizarem a continuidade das operações antes da liquidação. A medida daria ao Banco Central ferramentas para atuar de forma mais eficiente em crises financeiras, evitando que situações como a do Master se arrastem sem solução.

A proposta aguarda definição de data para votação no plenário da Câmara. O presidente Hugo Motta já sinalizou apoio ao texto, mas as negociações com o Executivo seguem em andamento para resolver o impasse sobre o uso de recursos públicos.

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