A Belvo, plataforma de dados e pagamentos via Open Finance da América Latina, anunciou o Belvo MCP (Model Context Protocol), nova camada de infraestrutura que conecta agentes inteligentes à plataforma financeira da empresa, permitindo o acesso a dados financeiros de forma segura, auditável e sempre mediante o consentimento do usuário.
Com o lançamento, bancos, fintechs e empresas passam a poder desenvolver agentes de inteligência artificial capazes de utilizar informações financeiras verificadas em tempo real, sem precisar construir do zero toda a camada de conectividade, identidade, consentimento e conformidade regulatória exigida em mercados como Brasil e México.
Belvo MCP em números
Indicador
Dado
Servidores MCP no lançamento
3 (documentação e testes, dados reais com consentimento, análise com IA)
Por meio do MCP, a Belvo torna sua infraestrutura de Open Finance acessível a agentes de IA, reunindo em uma única plataforma dados financeiros, pagamentos e soluções de cobrança que podem impulsionar uma nova geração de aplicações inteligentes na América Latina.
O Belvo MCP chega inicialmente com três servidores. O primeiro oferece documentação e ambiente de testes para desenvolvedores; o segundo permite o acesso a dados financeiros reais mediante consentimento do usuário e o terceiro adicionará recursos de análise financeira baseados em IA.
“O próximo salto da inteligência artificial não depende apenas de modelos mais inteligentes, mas da capacidade de acessar dados confiáveis de forma segura. […] Nosso objetivo é fortalecer ainda mais a nossa infraestrutura e permitir que empresas criem agentes financeiros realmente úteis para pessoas e negócios”, afirma Leandro Piano, CFO da Belvo.
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Panorama: dados financeiros em linguagem natural
Para demonstrar o potencial dessa nova infraestrutura voltada ao consumidor, a Belvo também disponibiliza o Panorama, uma experiência gratuita criada como uma demonstração do que desenvolvedores podem construir utilizando o MCP. A ferramenta permite que consumidores conectem seus próprios dados financeiros e interajam com eles por meio de diferentes assistentes de inteligência artificial compatíveis com essa tecnologia, como OpenAI, Claude, Gemini, Manus, entre outros.
Na prática, o usuário pode fazer perguntas como “quanto gastei em restaurantes no último mês?”, “minha renda é suficiente para financiar um imóvel?” ou “como meus gastos mudaram ao longo do último ano?”. Em vez de fornecer respostas genéricas, a IA utiliza os dados financeiros compartilhados e autorizados pelo próprio usuário para gerar respostas personalizadas e contextualizadas.
“A novidade representa uma mudança importante na forma como as pessoas interagem com suas informações financeiras. […] Com a combinação entre Open Finance e IA generativa, essas informações passam a estar disponíveis por meio de uma conversa simples em linguagem natural”, comenta o CFO.
Expansão com aposta em IA
O lançamento acontece em um momento de forte expansão da Belvo. No último ano, a empresa registrou crescimento superior a 100% em relação ao período anterior, ampliou sua base para cerca de 200 clientes e hoje conta com um time de aproximadamente 100 colaboradores.
Fundada em maio de 2019 por Pablo Viguera e Oriol Tintoré, a Belvo permite que instituições financeiras e grandes empresas acessem e interpretem dados financeiros de usuários finais e iniciem pagamentos conta a conta no Brasil e no México. A empresa já captou US$ 71 milhões em investimentos de fundos como Kaszek, Quona Capital e Y Combinator, além de Visa e Citi.
O que observar
O movimento interessa principalmente a bancos, fintechs e empresas que queiram construir agentes de IA sobre dados do Open Finance sem desenvolver por conta própria a camada de conectividade e consentimento. Para desenvolvedores, o ponto de partida são os servidores de documentação e testes. Para o consumidor, vale acompanhar como assistentes de IA passam a responder perguntas financeiras com dados autorizados pelo próprio usuário, e como consentimento e auditabilidade se comportam nesse novo fluxo.