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Bettamio, do BofA, é cotado para presidência da B3

Alexandre Bettamio, copresidente global de IB do Bank of America, disputa sucessão na B3 com candidato interno Luiz Masagão. Conselho busca substituto para Finkelsztain, que vai para o Santander.

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· 2 min

Atualizado em

Piotr Swat / Shutterstock.com

Alexandre Bettamio, copresidente de banco de investimento e corporativo global do Bank of America, está entre os candidatos avaliados para suceder Gilson Finkelsztain na presidência da B3, segundo a Bloomberg News. O conselho da bolsa também avalia candidatos internos, incluindo Luiz Masagão, vice-presidente de produtos e clientes.

Candidatos à presidência da B3

Perfil Alexandre Bettamio Luiz Masagão
Tipo Externo Interno
Cargo atual Copresidente global IB+Corp, BofA VP Produtos e Clientes, B3
Trajetória Merrill Lynch Brasil (2008), Dir. LatAm (2013) Santander, Morgan Stanley, Citigroup
Na instituição desde N/A (candidato externo) 2024

Perfis em avaliação pelo conselho. Fonte: Bloomberg Línea

Dois perfis na disputa pela B3

Bettamio é um negociador veterano com quase duas décadas em banco de investimento. Ingressou como chefe de IB do Merrill Lynch Brasil em março de 2008 e assumiu a posição de CEO da operação em setembro do mesmo ano, na época da aquisição pelo Bank of America. Em 2013, foi promovido a diretor para a América Latina. Em agosto de 2025, passou a copresidente global de banco de investimento e corporativo, tornando-se um dos brasileiros em posição mais sênior em Wall Street.

Masagão chegou à B3 em 2024, vindo do Santander, onde atuou como diretor de mercados para a América Latina. Antes, passou pelo Morgan Stanley e pelo Citigroup. “O conselho está supervisionando o processo de sucessão”, disse a B3 em declaração emitida em março. A decisão final ainda não foi tomada e outros nomes podem entrar na disputa, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg News.

Urgência na sucessão

Finkelsztain foi nomeado CEO do Santander Brasil em março e deve assumir o cargo até julho, o que imprime urgência ao processo de sucessão. O executivo liderou a B3 por nove anos, período marcado pela transformação da infraestrutura de mercado brasileira, incluindo iniciativas recentes como o lançamento da Trillia, unidade de dados da bolsa. A B3 se recusou a comentar além de uma declaração emitida em março, afirmando que o conselho supervisiona o processo.

O que observar

A escolha entre um executivo de Wall Street e um candidato interno pode sinalizar a direção estratégica da bolsa para os próximos anos. Um perfil de banco de investimento global sugere prioridade em diversificação de receita, novos produtos e conexão com mercados internacionais. Um perfil interno indica continuidade operacional e aprofundamento das verticais existentes. Vale acompanhar se o conselho prioriza experiência em infraestrutura de mercado ou capacidade de posicionar a bolsa como plataforma de serviços financeiros mais ampla.

Fontes: Bloomberg LíneaInfoMoneyLet’s Money

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