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Blockforce e Cardano expandem rastreabilidade com blockchain

Blockforce e Cardano Foundation vão levar rastreabilidade de cadeias brasileiras à blockchain pública, com meta de 6,5 milhões de registros até 2030.

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· 2 min

Atualizado em

Shutterstock

A Blockforce, empresa brasileira de tecnologia para rastreabilidade, firmou uma parceria com a Cardano Foundation para ampliar o uso de blockchain no compliance de cadeias de fornecimento brasileiras. A solução já soma mais de 500 mil registros de supply chain e os contratos preveem 6,5 milhões de registros certificados até 2030, com uma redução de 92% no custo por registro. O arranjo se soma a outros usos corporativos de blockchain que vêm saindo do universo cripto.

O modelo combina uma infraestrutura privada, onde ficam os dados da empresa, com a blockchain pública Cardano, que funciona como camada independente de verificação. Na prática, a companhia mantém os dados comerciais em ambiente privado e registra na rede apenas uma prova criptográfica da existência e integridade dessas informações.

A parceria em números

Item Dado
Registros já em operação mais de 500 mil
Meta até 2030 6,5 milhões de registros certificados
Custo por registro redução de 92%
Primeiro caso de uso Azzas 2154 (cadeia de couro)
Rede pública blockchain Cardano

Dados informados pelas empresas. Fonte: Blockforce e Cardano Foundation

Como a verificação funciona

Auditores, clientes e reguladores podem checar a autenticidade de um registro sem acessar os dados estratégicos da empresa. O trabalho conjunto de engenharia, segundo as companhias, permitiu a redução de 92% no custo por registro, viabilizando o uso em volumes compatíveis com operações corporativas.

“Nosso desafio sempre foi permitir que as empresas comprovassem sua cadeia de fornecimento sem precisar expor fornecedores e contratos para a concorrência. A parceria com a Cardano Foundation permite combinar a privacidade dos dados comerciais com uma camada pública e independente de verificação”, afirma André Salem, CEO da Blockforce.

Primeiro caso e mercado externo

Entre as empresas que já usam a solução está a Azzas 2154, maior grupo de moda da América Latina, que rastreia sua cadeia de couro e hoje cobre 43,7% da matéria-prima, com meta de 100% até 2030. O pano de fundo é a pressão por comprovação de origem: o Brasil registrou exportações recordes de US$ 348,7 bilhões em 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, enquanto a Europa aperta regras de sustentabilidade e due diligence.

“Exportadores brasileiros estão sob pressão crescente para mostrar de onde vêm seus produtos e como suas cadeias operam. Esta parceria traz essa verificação para dentro da operação diária”, afirma Guilherme Pereira, especialista de crescimento de ecossistema para a América Latina da Cardano Foundation.

O que observar

A iniciativa interessa a quem acompanha usos corporativos de blockchain além das criptomoedas, num momento em que exportadores enfrentam exigências crescentes de rastreabilidade e due diligence, sobretudo na Europa. Vale acompanhar se o modelo de prova pública sem exposição de dados comerciais convence auditores e reguladores e se a adoção avança para além da moda, rumo a setores como agro, automotivo e farmacêutico.

Fontes: Cardano FoundationMinistério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosLet’s Money: Nasdaq aporta US$ 100 mi na dona da Kraken por tokenização

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