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CréditoCrédito · BNDES

BNDES tem lucro recorde de R$ 9,2 bi no semestre

O BNDES teve lucro recorrente recorde de R$ 9,2 bilhões no 1º semestre de 2026, alta de 25%, e cruzou R$ 1,05 trilhão em ativos pela 1ª vez.

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Alf Ribeiro / Shutterstock.com

O maior lucro da história do BNDES saiu no balanço desta quarta-feira (12), em São Paulo. O banco de fomento apurou R$ 9,2 bilhões em lucro recorrente na primeira metade de 2026, resultado 25% maior que o de um ano antes e inédito para a casa. Considerando a soma dos últimos doze meses, esse indicador recorrente alcançou R$ 17,1 bilhões, também um pico histórico.

O tamanho do salto vem num momento em que o banco também cruzou uma fronteira simbólica: pela primeira vez, seus ativos totais passaram de R$ 1,05 trilhão. A trajetória de alta não é nova, já que o BNDES vinha acelerando lucro e desembolsos nos balanços anteriores, mas o semestre levou os principais indicadores ao topo ao mesmo tempo.

De onde veio o lucro recorde

Boa parte do resultado é operação pura, mas nem tudo. Considerando os ganhos com alienações de não coligadas, o lucro líquido do semestre foi de R$ 14,9 bilhões, alta de 12% na comparação anual. A diferença para o número recorrente está em efeitos pontuais que entraram na conta.

Pesaram a favor R$ 1,6 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio pagos por Petrobras e JBS, mais R$ 3,9 bilhões apurados na venda de ações, dos quais R$ 2,8 bilhões vieram da própria Petrobras e R$ 800 milhões da Copel. Na direção contrária, o banco lançou uma despesa de R$ 200 milhões em provisão para perdas com crédito.

O balanço do BNDES no 1º semestre

Lucro recorrente (semestre) R$ 9,2 bi (+25%)
Lucro líquido (semestre) R$ 14,9 bi (+12%)
Lucro recorrente (12 meses) R$ 17,1 bi
Ativos totais R$ 1,05 tri (recorde)

Resultados do 1º semestre de 2026 do BNDES. Fonte: Valor Econômico

O crédito que sustenta o balanço

Por trás do lucro está um motor girando mais rápido. As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões no semestre, salto de 52% na comparação anual, com os desembolsos chegando a R$ 74,8 bilhões (alta de 37%). A maior aceleração veio da infraestrutura, cujo volume aprovado cresceu 91% e alcançou R$ 46 bilhões, seguida pela agropecuária, com avanço de 46%. É nesse fôlego que aparecem operações como o financiamento à Magalu Cloud e à infraestrutura nacional de IA.

Mesmo com a carteira maior, o risco ficou baixo: a inadimplência do banco marcou 0,05% no período. “O BNDES vem consistentemente melhorando os resultados recorrentes”, afirmou Alexandre Abreu, diretor financeiro e de Mercado de Capitais da instituição, durante coletiva com a imprensa. A carteira de participações societárias, por sua vez, somou R$ 85,4 bilhões.

O que observar

Lucro recorde num banco público de fomento vem sempre com uma leitura dupla: parte é eficiência da operação de crédito, parte é ganho de capital com a venda de participações, que não se repete todo semestre. Vale acompanhar quanto do resultado se sustenta sem os efeitos não recorrentes e se o ritmo forte de aprovações vai se traduzir em desembolso efetivo para infraestrutura e agro, os setores que mais puxaram a carteira, sem pressionar a inadimplência que hoje corre em patamar mínimo.

Fontes: Valor EconômicoInfoMoneyLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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