O novo programa de fidelidade do Bank of America somou mais de 3 milhões de inscritos em sete semanas, desde o lançamento em 27 de maio de 2026. A adesão elevou o total do programa para cerca de 14 milhões de membros e reforça a aposta do banco em recompensar o relacionamento completo do cliente, não transações isoladas.
BofA Rewards em sete semanas
| Indicador |
Número |
| Inscritos desde 27/mai/2026 |
3 mi+ |
| Total de membros do programa |
~14 mi |
| Novos por semana que são clientes novos |
~17 mil |
| Já usaram a seção Deals |
~1 mi |
| Valor anual estimado por membro |
US$ 150 a US$ 4.000 |
Programa lançado em 27 de maio de 2026. Fonte: Bank of America
A corrida dos bancões dos EUA por fidelidade
O lançamento coloca a BofA no centro de um movimento que já mobiliza os grandes bancos de varejo americanos, disputando a chamada principalidade do cliente com pontos, cashback e benefícios. O Let’s Money mostrou como a PNC seguiu a mesma onda de BofA e Wells Fargo ao criar seu próprio programa. O BofA Rewards não cobra taxa e reconhece o cliente pelo conjunto da relação, somando contas bancárias e a corretora Merrill, com benefícios em mais de 15 mil estabelecimentos.
A fidelidade entra numa sequência de movimentos do banco no varejo, que recentemente lançou parcelado em cartão para desafiar o BNPL nos EUA. A lógica é a mesma: concentrar mais da vida financeira do cliente dentro do próprio ecossistema.
Onde os clientes engajam
Cerca de 1 milhão de clientes já interagiram com a seção Deals, que gerou milhões em cashback nas primeiras sete semanas. O engajamento se concentrou em varejo (45%), combustível (20%), entretenimento (18%) e alimentação (10%). Dos novos inscritos, cerca de 17 mil por semana são clientes que ainda não tinham conta no banco, o que transforma o programa em canal de aquisição, não só de retenção.
“A resposta ao BofA Rewards foi tremenda. Mais de 3 milhões de inscrições em sete semanas nos diz que o programa está ressoando com clientes que gostam de ser recompensados por seu relacionamento completo”, afirmou Mary Hines Droesch, chefe de Produtos e Analytics de Consumo e Pequenas Empresas do Bank of America, em tradução livre.
O que observar
O movimento reforça uma virada nos grandes bancos de varejo: recompensar a profundidade do relacionamento, conta, cartão e investimento sob o mesmo teto, em vez de premiar transações avulsas. A lógica é de retenção, mas quando parte relevante dos novos inscritos por semana são clientes que ainda não tinham conta, o programa deixa de ser só defesa de base e vira também canal de aquisição.
A pergunta que fica é de sustentação econômica. Programas que prometem centenas a milhares de dólares em valor anual por membro dependem de o engajamento gerar receita incremental, mais uso de cartão, mais saldo, mais produtos por cliente, que cubra o custo do cashback. Vale acompanhar se instituições financeiras de grande porte conseguem converter adesão recorde em receita por cliente, ou se o benefício vira custo de aquisição sem retorno proporcional.
Fontes: FF News • Bank of America • Let’s Money • Let’s Money