A Boreal, fintech especializada em crédito para provedores regionais de internet, captou R$ 15 milhões com a SRM Ventures, braço de venture capital da SRM. Fundada em maio de 2025, a empresa atende 60 provedores concentrados no Nordeste e Centro-Oeste e mira chegar a 250 clientes até o fim de 2026, o que representaria 1% do mercado, segundo a Exame.
| Captação | R$ 15 milhões (SRM Ventures) |
| Clientes atuais | 60 provedores |
| Meta 2026 | 250 clientes · R$ 500 mi transacionados |
| Inadimplência no setor | até 60% dos clientes de provedores |
| Market share ISPs regionais | 64,1% da banda larga fixa BR |
Crédito para um setor com 64% do mercado e inadimplência recorde
O modelo da Boreal ataca um problema específico: o atraso no pagamento de internet atinge até 60% dos clientes de provedores regionais, pressionando o caixa de empresas que operam com margens apertadas no interior do Brasil. A fintech oferece crédito, cobrança, gestão de fluxo de caixa, emissão de boletos e processamento de Pix, com novas linhas de crédito lançadas em março de 2026.
O contexto de mercado amplifica a oportunidade. Provedores regionais de internet dominam 64,1% do mercado de banda larga fixa no Brasil, com presença majoritária em mais de 5 mil municípios. O Brasil encerrou 2025 com 55 milhões de acessos fixos. Ao mesmo tempo, o setor enfrenta uma onda de inadimplência recorde e a Anatel endureceu as exigências de licenciamento, o que pressiona provedores menores a se profissionalizar ou consolidar.
O mercado de M&A de provedores de banda larga mostra sinais claros de aquecimento em 2026, com ambiente fragmentado e maturidade estrutural criando condições para consolidação. A meta da Boreal é atingir R$ 20 milhões em volume transacionado mensal até maio e R$ 500 milhões anualizados até o fim do ano. A empresa planeja expandir o modelo para logística e saúde.
A Cora, que recentemente atingiu lucro e projeta expansão no crédito para PMEs, ilustra o momento favorável para fintechs de crédito vertical no Brasil. A diferença da Boreal é a especialização em um único setor, o que permite modelar risco com dados operacionais que bancos generalistas não possuem.








