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Bottomline lança SaaS que conecta bancos a blockchains

A Bottomline lançou o Global Pay Connect, plataforma SaaS que liga instituições financeiras a redes como Swift e SEPA e, via Chainlink, a blockchains.

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A Bottomline lançou o Global Pay Connect, uma plataforma em modelo software como serviço (SaaS) voltada a melhorar as mensagens de pagamento de instituições financeiras. Segundo comunicado divulgado na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, a proposta é estender a infraestrutura de pagamentos dos bancos para além da conectividade tradicional, com serviços via API e integração de dados de terceiros.

A empresa enquadra o produto como resposta a uma pressão que se acumula sobre bancos e provedores. Na leitura da própria Bottomline, as instituições precisam dar conta de pagamentos em tempo real, da conformidade com o padrão de mensagens ISO 20022, da transparência em transações internacionais e de modelos emergentes de pagamento, tudo isso apoiado em sistemas legados que dificultam a operação.

Uma pesquisa conduzida pela própria Bottomline dá a dimensão do gargalo. Para 40% dos diretores financeiros ouvidos, a infraestrutura desatualizada é o maior obstáculo à adoção de pagamentos em tempo real. E apenas 28% descrevem a adoção de SaaS em suas instituições como moderna, habilitada por API e de ponta a ponta.

Global Pay Connect em números

Indicador Dado
Redes de pagamento cobertas Swift, SEPA (área única de pagamentos em euros), SIC, Bacs, CHAPS, CHIPS, Lynx, EBICS e conexões host-to-host
CFOs que apontam infraestrutura desatualizada como maior obstáculo a pagamentos em tempo real 40%
CFOs que descrevem a adoção de SaaS na instituição como moderna, com API e ponta a ponta 28%

Recursos do produto e pesquisa da própria Bottomline. Fonte: PYMNTS

O que a plataforma promete conectar

A plataforma oferece conectividade com grandes redes globais e domésticas, que vão de Swift e SEPA (área única de pagamentos em euros) a CHIPS, CHAPS, Bacs, SIC, Lynx e EBICS, além das conexões host-to-host. A camada de modernização reúne a transformação para o padrão ISO 20022, o enriquecimento de dados de pagamento e o recurso Message Vault, ao lado de visibilidade em tempo real e análises apoiadas por inteligência artificial. Movimentos parecidos já levaram bancos do Reino Unido a pagamentos globais instantâneos pela rede da Swift.

A ponte para os blockchains

Em paralelo, a Bottomline firmou uma parceria com a Chainlink, empresa de blockchain, e o Global Pay Connect passa a habilitar a interoperabilidade por meio dessa companhia. O arranjo liga bancos a múltiplas redes blockchain com um modelo único de integração, agnóstico em relação à rede. A aproximação entre trilhos bancários e blockchain acompanha uma frente em que grandes bancos já rodam transações ao vivo na blockchain da Swift.

“O Global Pay Connect é a ponte entre as exigências de infraestrutura de pagamentos de hoje e a evolução futura dos ecossistemas de pagamento”, afirmou Vitus Rotzer, líder global de GTM para bancos da Bottomline. Segundo o executivo, a plataforma deve ajudar instituições a extrair mais valor dos dados de pagamento e a dar suporte a modelos emergentes, como ativos digitais e tokenização.

O que observar

O movimento interessa a instituições financeiras que operam entre redes tradicionais de pagamento e novos trilhos baseados em blockchain. Vale acompanhar se plataformas em modelo SaaS de fato encurtam o caminho para a conformidade com o ISO 20022 e para os pagamentos em tempo real, dois pontos que provedores de infraestrutura financeira vêm tratando como prioridade. A pergunta que fica é se a interoperabilidade com blockchains, hoje anunciada como diferencial, tende a virar requisito de mercado à medida que ativos digitais e tokenização ganham espaço.

Fontes: PYMNTSBottomline

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