Ir para o conteúdo

Ativos digitaisFintech · Bradesco

Bradesco vai guardar cripto de fundos e tesourarias

Bradesco passa a oferecer custódia institucional de ativos digitais (cripto, stablecoins e tokenizados) e tem a corretora Foxbit como primeiro cliente.

por

· 3 min

Atualizado em

Piotr Swat / Shutterstock.com

O Bradesco passou a oferecer custódia institucional de ativos digitais, serviço que abrange a guarda de criptomoedas, stablecoins e ativos tokenizados para clientes do mercado financeiro. A plataforma nasce voltada a fundos de investimento, gestoras e tesourarias corporativas, e já tem a corretora Foxbit como primeiro cliente.

A custódia de ativos digitais do Bradesco

Item Detalhe
O que guarda Moedas digitais, stablecoins e ativos tokenizados
Público-alvo Gestores de recursos, fundos de investimento e tesourarias
Primeiro cliente Foxbit
Controles Monitoramento de transações e carteiras, trilhas de auditoria, compliance

Estrutura da nova plataforma de custódia. Fonte: Veja

Um banco grande na guarda de cripto institucional

A proposta do banco é levar ao universo dos ativos digitais o mesmo rigor que aplica na custódia tradicional. O padrão de governança, o compliance e os controles seguem os requisitos do sistema financeiro, e a operação inclui vigilância permanente sobre carteiras e movimentações, registros de auditoria e uma camada técnica pensada para se plugar a outros agentes do ecossistema. “A ampliação do serviço de custódia para ativos digitais leva a experiência do Bradesco para um mercado em rápida evolução e com crescente participação institucional”, afirmou Ricardo Barbieri, diretor do banco.

O passo não é isolado. O Bradesco já vinha avançando em custódia de cripto e stablecoins, e agora formaliza a oferta para o segmento institucional. A chegada acontece em um ambiente regulatório em construção: a CVM montou um grupo para propor regras de tokenização, enquanto o Banco Central desenha o enquadramento dos prestadores de serviços de ativos virtuais.

A corretora vira cliente do banco

O detalhe mais revelador do anúncio é quem abre a fila. A Foxbit, uma das casas mais tradicionais do país em cripto, será a primeira a rodar sobre a infraestrutura de custódia do banco. É a inversão do roteiro que virou padrão lá fora, onde grandes bancos pressionam por regras próprias para operar cripto: aqui, um player nativo do setor busca o balcão do banco para guardar os ativos dos seus clientes.

Para o Bradesco, o argumento de venda é o selo institucional. “Nosso objetivo é oferecer aos clientes a mesma governança, segurança e confiabilidade que já caracterizam nossas operações de custódia, com uma infraestrutura preparada para acompanhar o desenvolvimento desse mercado”, complementou Barbieri. A aposta é que fundos e tesourarias, cada vez mais expostos a ativos digitais, prefiram uma custódia carimbada por um banco de grande porte a soluções puramente nativas.

O que observar

A disputa que se desenha é sobre quem fica com a guarda dos ativos institucionais. Bancos de grande porte entram com marca, balanço e um histórico de compliance que fala a língua de comitês de risco e auditorias, enquanto custodiantes especializados e corretoras nativas chegam com tecnologia dedicada e velocidade. Vale acompanhar se o selo bancário vira o critério decisivo para tesourarias e gestoras, ou se a especialização técnica sustenta o valor de quem já opera nesse ambiente.

Também pesa o timing regulatório. Com o enquadramento de prestadores de serviços de ativos virtuais ainda em construção no BC e as regras de tokenização em discussão na CVM, quem monta a infraestrutura antes da norma final assume a vantagem de já estar rodando quando o mercado destravar, mas também o risco de ter que se adaptar quando as exigências se fecharem. A pergunta que fica é se a custódia institucional se torna porta de entrada para serviços adjacentes, como liquidação e tokenização de ativos reais.

Fontes: VejaExame

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.