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MídiaIA · Bradesco

Bradesco internaliza mídia digital e aposta em IA

Bradesco internalizou a compra direta de mídia digital no fim de 2024, criou a Sala de Performance e orienta a operação por dados, IA e retail media.

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· 3 min

Atualizado em

Alf Ribeiro / Shutterstock.com

O Bradesco trouxe para dentro de casa toda a compra direta de mídia digital e passou a orientar a operação por dados e inteligência artificial. A mudança, concluída no fim de 2024, transformou a área de mídia em uma frente central da estratégia do banco, integrando construção de marca e performance.

A virada da mídia no Bradesco

Frente O que mudou
Compra de mídia Internalizada no fim de 2024 (awareness, consideração e performance)
Estrutura Criação da Sala de Performance
Mensuração Métricas integradas de marca e negócio
Próxima aposta Retail media com dados e personalização

Mudanças na operação de mídia do Bradesco, descritas em junho de 2026. Fonte: Propmark

Mídia como função de dados, não só de marca

A leitura por trás da virada é que mídia deixou de ser vitrine e virou ferramenta de relacionamento. “Ela vai além da visibilidade: é uma ferramenta essencial para construir relevância, fortalecer o relacionamento com os clientes e ampliar nossa capacidade de entender comportamentos, contextos e necessidades reais”, afirmou José Marcelo Rossi, head de mídia e performance do banco, à Propmark.

A internalização cobriu campanhas de awareness, consideração e performance, e teve a criação da Sala de Performance como peça central, com mais agilidade e gestão analítica dos investimentos. Em vez de olhar só indicadores de curto prazo, o banco passou a trabalhar com métricas integradas que conectam performance, percepção de marca e impacto no negócio. Para Rossi, marca e resultado não competem: “elas se potencializam”.

A próxima fronteira é o retail media

O capítulo seguinte é o retail media, canal em que o anúncio aparece no exato momento de intenção e decisão de compra. O movimento acompanha um mercado em alta: na América Latina, o investimento em retail media deve saltar de US$ 1,84 bilhão em 2024 para US$ 5,45 bilhões em 2028, segundo a eMarketer.

Bancos e fintechs não estão de fora dessa corrida por audiência e dados de primeira mão. O PicPay montou um hub de consumo para se aproximar do momento de compra, enquanto o Bradesco também aposta em ativos de marca de longo prazo, como a renovação do patrocínio ao Projeto Agro da Globo até 2028. No topo da disputa por percepção, o Itaú segue como a única marca brasileira entre as 500 maiores do mundo.

O que observar

Quando um banco internaliza a compra de mídia e a conecta aos próprios dados de cliente, a régua de relevância se desloca do alcance para a precisão. Vale acompanhar se instituições financeiras conseguem transformar dados de primeira mão em comunicação útil sem ultrapassar o limite do consentimento, porque o mesmo dado que refina a segmentação é o que atrai o olhar de quem fiscaliza privacidade.

No retail media, a pergunta é de incrementalidade: o investimento gera venda nova ou apenas captura uma compra que já aconteceria? Esse é o teste que separa um canal estratégico de um custo de mídia redecorado, e tende a definir quanto orçamento as áreas de marketing vão de fato migrar para o formato nos próximos ciclos.

Fontes: PropmarkE-Commerce Brasil

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