O Bradesco foi eleito o melhor banco em tecnologia do mundo no The Banker Technology Awards 2026, da publicação britânica ligada ao grupo Financial Times. O banco venceu quatro categorias, incluindo a de IA e machine learning com a plataforma Bridge e a de mobile com o aplicativo PDPJ, voltado para pequenas e médias empresas.
Os números do Bradesco AI-powered em 2026
| Indicador |
Valor |
| Casos de uso de IA em produção na plataforma Bridge |
mais de 500 |
| Aceleração da velocidade de produção em engenharia |
até 40% |
| Redução no tempo de criação de testes |
até 85% |
| Resolutividade da assistente BIA Clientes |
87% |
| Interações da BIA Clientes em seis meses |
mais de 50 milhões |
| Redução de custo de atendimento via PDPJ |
cerca de 83% |
Dados das publicações no LinkedIn dos executivos do Bradesco, citados em reportagem do TI Inside. Fonte: TI Inside
Os quatro prêmios e o ponto de virada
O banco ganhou Best Bank for Technology nas categorias Global e América Latina, AI and Machine Learning com a Bridge Generative AI Platform e Mobile com o Bradesco PDPJ. Em publicação no LinkedIn citada pela reportagem da TI Inside, Francesco Di Marcello, CIO do Bradesco, afirmou que há diferença entre adotar tecnologia e reorganizar uma companhia em torno dela. “É exatamente esse segundo movimento que vem redefinindo a forma como operamos no Bradesco”, escreveu o executivo, ao listar a atuação integrada entre negócio, tecnologia, engenharia, arquitetura e estratégia.
Bridge: plataforma multi-agente em Azure
A Bridge é descrita pela Microsoft como uma plataforma multi-agente, technology agnostic, baseada em Azure OpenAI Foundry Models. Sustenta mais de 500 casos de uso em produção, segundo os números mais recentes divulgados pelo banco. Na engenharia de software, 100% das equipes usam IA, com aceleração de até 40% na velocidade de produção e redução de até 85% no tempo de criação de testes. “Esse reconhecimento mostra como estamos transformando tecnologia em impacto real para o negócio e para os clientes”, disse Cíntia Scovine Barcelos, CTO do Bradesco, em publicação no LinkedIn citada pela reportagem.
PDPJ para PMEs e BIA Clientes em escala
O PDPJ foi construído com arquitetura cloud-native, APIs, microsserviços e IA. Hoje alcança 74% de usuários ativos mensais, registra média de 30 acessos por cliente ao mês e reduziu em cerca de 83% o custo de atendimento. A assistente BIA Clientes atingiu 87% de resolutividade e acumulou mais de 50 milhões de interações em seis meses. O banco já mantém o mainframe no core bancário com IA e usa IA para cortar análise de crédito atacado para 3 dias.
O que observar
O prêmio global chega quando bancos incumbentes brasileiros disputam quem chega primeiro a uma camada de IA em produção, não apenas em piloto. Os 500 casos da Bridge viram referência para os pares, mas o que tende a diferenciar a próxima rodada é taxa de resolução por interação, redução de custo e velocidade de lançamento de produtos.
Vale acompanhar se outros bancos grandes vão seguir o modelo de plataforma multi-agente governada como infraestrutura central, ou se vão optar por consumir IA empacotada de provedores externos. A primeira rota dá mais controle sobre dados e modelos; a segunda acelera tempo de chegada ao mercado, mas concentra dependência em fornecedor único.
Fontes: TI Inside • Microsoft Customer Stories • Let’s Money • Let’s Money