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Bradesco lidera ranking de reclamações do BC no 2º tri

Bradesco liderou o ranking de reclamações do Banco Central no 2º trimestre de 2026, com 84,90 queixas por milhão de clientes, à frente de C6 e Itaú.

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Piotr Swat / Shutterstock.com

O Bradesco terminou na ponta do ranking de reclamações divulgado pelo Banco Central referente ao 2º trimestre de 2026, com índice de 84,90 queixas consideradas procedentes a cada milhão de correntistas. Ficou à frente do C6 (59,77) e do Itaú (46,87). Foram 9.375 queixas procedentes entre abril e junho.

Ranking de reclamações ao BC: 2º trimestre de 2026

Instituição Índice (por milhão de clientes)
Bradesco 84,90
Banco C6 59,77
Itaú 46,87
BTG Pactual / Banco Pan 41,98
Mercado Pago 40,81

Estimativa de reclamações procedentes a cada milhão de clientes, 2º trimestre de 2026. Fonte: Valor Econômico

Cartão de crédito e consignado lideram as queixas

A lista reúne as 15 instituições com mais clientes do país e também aponta os temas mais recorrentes. No topo estão as queixas ligadas a “integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito”, segundo o Banco Central. Logo depois vêm as reclamações sobre crédito consignado, uma linha que já rendeu atritos recentes: em março de 2026, o INSS chegou a suspender o consignado do C6 Bank.

Procurado, o Bradesco afirmou que acompanha as manifestações e trabalha para encaminhar soluções. O banco disse ter “respeito absoluto ao cliente e aos seus interesses” e classificou a redução dos índices como “uma prioridade constante”. Segundo a instituição, parte do movimento no trimestre veio do Digio, subsidiária independente que registrou o que descreveu como um movimento atípico em sua infraestrutura e precisou interromper por um período parte dos serviços.

Bradesco já figurava entre os primeiros

A posição não é inédita. No quarto trimestre de 2025, o Bradesco já aparecia entre os líderes de queixas, ao lado de PicPay e C6, no levantamento anterior da autoridade monetária. O indicador pondera, pelo total de clientes de cada instituição, as reclamações que o público registra e que o regulador considera procedentes.

O Itaú, terceiro colocado, disse ter “compromisso com a satisfação dos clientes” e afirmou usar as demandas recebidas para a “melhoria contínua” de produtos, serviços e atendimento. Banco do Brasil e Caixa, os dois maiores bancos públicos, ficaram em oitavo e décimo primeiro lugares, respectivamente.

O que observar

O índice do Banco Central normaliza as queixas por milhão de clientes, o que expõe tanto bancos incumbentes de base ampla quanto instituições digitais em expansão acelerada. Vale acompanhar se a liderança de um trimestre reflete um problema estrutural de atendimento ou um evento pontual, como a interrupção de serviço em uma subsidiária, que infla a base de forma passageira. A concentração das queixas em segurança de cartão e em crédito consignado aponta dois vetores distintos: a fricção com fraudes e contestações, de um lado, e os atritos em uma linha de crédito de volta ao centro do debate regulatório, de outro. O teste será se as instituições de maior porte reduzem o índice no próximo trimestre ou se o patamar se consolida.

Fontes: Valor EconômicoPoder360Banco CentralLet’s MoneyLet’s Money

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