O Bradesco renovou o patrocínio do Projeto Agro, plataforma da Globo, e fica como parceiro até 2028. A renovação amplia presença do banco em TV, GloboNews, G1 Agronegócio e redes sociais, e chega no momento em que a instituição mira crescimento de até 20% na carteira agro em 2026, terreno em que disputa share direto com o Banco do Brasil.
Onde o Bradesco vai aparecer no Projeto Agro
| Frente |
Detalhe |
| Vigência |
Até 2028 |
| TV |
TV Globo e GloboNews |
| Digital |
G1 Agronegócio (parceria com a ViU) |
| Redes sociais |
Ações com criadores |
| Rosto da campanha |
Michel Teló |
| Slogan |
“Bradesco e Agro: isso que é dupla raiz” |
Detalhes do patrocínio renovado do Bradesco no Projeto Agro da Globo. Fonte: Meio & Mensagem
Como o patrocínio se traduz em mídia
Com a renovação, o Bradesco continua nos créditos de abertura dos conteúdos do Projeto Agro, com slots de mídia na TV Globo e na GloboNews. No digital, a parceria com a ViU produz especiais sob a marca G1 Agronegócio e campanhas com produtores de conteúdo em redes sociais. A trilha criativa é assinada por Michel Teló, com a frase “Bradesco e Agro: isso que é dupla raiz”.
A leitura do banco é que essa malha de pontos de contato dá fôlego para a marca em um terreno disputado: bancos públicos e privados gastam pesado em comunicação no agro porque ali está concentrada a relação de crédito de prazo longo.
O ângulo do crédito por trás da marca
O patrocínio anda colado a uma frente operacional. O Bradesco anunciou R$ 50 bilhões para o Plano Safra 2025/2026, com R$ 15 bilhões em recursos controlados (Pronaf e Pronamp) e R$ 35 bilhões em recursos livres. A carteira agro total passa de R$ 130 bilhões e a meta declarada para 2026 é avançar entre 15% e 20%, ancorada na renovação de operações e na reposição natural do portfólio.
Esse pano de fundo coexiste com um cenário mais áspero. No fim de abril, o próprio banco sinalizou aperto no crédito ao agro, em meio ao aumento de recuperações judiciais no setor. Do outro lado da disputa, o Banco do Brasil levou R$ 3 bilhões em crédito rural à Agrishow em abril, sinalizando que a competição não fica restrita à praça de mídia.
O que observar
A pergunta editorial é se gasto em comunicação numa praça única, em que uma só emissora concentra produção jornalística e ficção sobre agro, ainda compensa quando o produtor tem rotina cada vez mais multicanal. Para banco grande, marca registrada continua sendo proxy de confiança no momento do financiamento; para fintechs de crédito rural, jornada é digital de ponta a ponta e a relevância de marca se constrói via originação direta no campo. As duas estratégias competem pelo mesmo bolso do produtor.
O outro recorte é orçamento. Quando o ambiente de crédito aperta, banco grande tende a fortalecer ativo de marca para descolar custo de captação de risco de carteira. Vale acompanhar como evolui o share of voice de bancos privados em produções de agro frente aos públicos, que historicamente dominam o ambiente institucional do setor.
Fontes: Meio & Mensagem • Canal Rural • CNN Brasil