A Bradesco Seguros abriu mais um ciclo do De Corretor para Corretor, projeto que coloca profissionais da corretagem à frente das câmeras para dividir suas rotinas de trabalho. Já em sua segunda fase, a iniciativa expande o projeto estreado em abril de 2026 e, segundo a seguradora, deve alcançar toda a rede de parceiros por canais próprios, redes sociais, disparos de e-mail e ações no WhatsApp.
Quem participa da segunda fase
| Corretora |
Cidade |
Representante |
| Galgani Corretora |
Colombo (PR) |
Celso e Matheus Messias |
| Maggi Seguros |
Itu (SP) |
Felipe Ruffolo |
| Alper Corretora de Seguros |
Salvador (BA) |
Antonio Azevedo |
Participantes da segunda fase do projeto. Fonte: InsurTalks
O que muda na segunda fase
A proposta mantém a lógica de um corretor falar diretamente com outro: profissionais de regiões e perfis distintos relatam experiências, rotinas e lições da carreira. Na estreia, anunciada em abril de 2026, entraram corretores de Recife, São Luís e Osório. Agora, a lista inclui os responsáveis pela Galgani, no Paraná, e o vice-presidente de Auto Frota da Alper, na Bahia.
O movimento reforça a aposta da seguradora no canal de distribuição, o mesmo que recentemente ganhou uma ferramenta de inteligência artificial voltada a 1.200 corretores. Antonio Azevedo, vice-presidente de Auto Frota da Alper Corretora de Seguros, destacou a agilidade na regulação de sinistros de frota. “A Bradesco Seguros trabalha de uma maneira ímpar, com reguladores indo à oficina e liberando o serviço rapidamente”, afirmou.
Por que o corretor está no centro
O corretor segue como principal porta de entrada de vendas para as grandes seguradoras do país, e a disputa por esse canal tem levado companhias a investir em conteúdo, tecnologia e proximidade. A Bradesco Seguros, que registrou lucro de R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, tem tratado a rede de corretores como parceiro estratégico em suas campanhas.
Para Leonardo Freitas, diretor Comercial da Bradesco Seguros, dar voz a quem atua na ponta valoriza o conhecimento do setor. “Ouvir quem vive o dia a dia da distribuição e proporcionar que essas experiências sejam compartilhadas com outros corretores é uma forma de valorizar esse conhecimento e fortalecer nossa parceria”, afirmou o executivo. Os dados de alcance e resultado do projeto partem da própria seguradora.
O que observar
Vale acompanhar se iniciativas de conteúdo protagonizadas por corretores se traduzem em métricas de negócio, como retenção do canal e volume de apólices intermediadas, ou se ficam no terreno da comunicação institucional. Para as corretoras menores e regionais, a pergunta é se a visibilidade nacional abre porta para novos clientes ou apenas reforça a marca da seguradora.
A tendência de seguradoras equiparem o canal com tecnologia e formação tende a elevar a régua de quem distribui seguro no país. O ponto a observar é como corretoras independentes vão equilibrar a proximidade que as diferencia com a padronização de processos que as grandes companhias oferecem.
Fontes: InsurTalks • CQCS • Let’s Money • Let’s Money