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SustentabilidadeDestaque · Bradesco Seguros

Bradesco Seguros recicla mil toneladas de sinistros

Seguradora transforma equipamentos danificados em matéria-prima e gera 356 postos de trabalho com parceria desde 2020

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· 2 min

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Marcio Jordão, Superintendente Sênior de Sinistros do Bradesco Seguros (Bradesco/Divulgação)

O Bradesco Seguros recicla mais de mil toneladas de resíduos desde 2020 através de programas que transformam equipamentos danificados em sinistros residenciais e automotivos em matéria-prima. A iniciativa, conduzida em parceria com a Ecoassist, gerou uma estimativa de 356 novos postos de trabalho em 2025 e realizou mais de 8 mil coletas.

Segundo Marcio Jordão, Superintendente Sênior de Sinistros do Bradesco Seguros, tudo começou com uma pergunta simples. “Já que precisamos substituir equipamentos danificados em sinistros residenciais, por que não recolher esse material e dar uma destinação consciente?”, contou ele em entrevista exclusiva à Exame. Jordão tem 28 anos de carreira na seguradora.

Três frentes de atuação sustentável

O programa funciona através de três iniciativas integradas. O Sinistro Sustentável Residencial atua após a regulação do sinistro, quando eletrodomésticos ou móveis são substituídos ou indenizados. A Ecoassist retira o bem danificado na residência do segurado, desmonta e separa metais, plásticos e fiações para retorno à cadeia produtiva.

O Descarte Ecológico permite que segurados agendem a retirada de móveis e eletrônicos mesmo sem sinistro, através da Central de Atendimento ou aplicativo. Já a Oficina Sustentável atende 75 oficinas da rede referenciada, oferecendo diagnóstico e suporte para destinação correta de resíduos, incluindo materiais perigosos como tintas e óleos.

Logística reversa e impacto social

Em 2025, foram encaminhadas 375,84 toneladas de recicláveis para reciclagem e 96,61 toneladas de resíduos perigosos para coprocessamento. Das mil toneladas acumuladas desde 2020, quase 100 correspondem a resíduos perigosos que exigem tratamento especial.

Um resultado inesperado foi a formalização de trabalhadores. “Conseguimos colocar essas pessoas em um programa onde começam a ser vistas de outra forma, com renda formal e dentro da economia”, explicou Jordão. Muitos eram catadores que atuavam informalmente em lixões.

O ganho gerado pelo reaproveitamento ajuda a custear o próprio processo. Jordão destacou que não é uma iniciativa com fim lucrativo, mas precisa ser eficiente para manter a cadeia funcionando. Para mais informações sobre iniciativas sustentáveis no setor financeiro, confira as matérias sobre ESG e sustentabilidade no Let’s Money.

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