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Bradesco e Vibra fecham aporte de R$ 15 mi em startup de IA

PX Data, criadora dos agentes de IA Luria, capta primeira rodada após crescer com capital próprio desde 2019. Bradesco e Vibra já eram clientes.

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· 3 min

Atualizado em

Divulgação

A PX Data, startup carioca criadora da plataforma de agentes de IA Luria, captou R$ 15 milhões em rodada liderada pelo Bradesco Venture Capital com participação da Vibra Ventures. É a primeira captação externa da empresa, fundada em 2019, que cresceu até agora exclusivamente com recursos próprios.

Rodada PX Data

Indicador Dado
Valor R$ 15 milhões
Líder Bradesco Venture Capital
Co-investidor Vibra Ventures
Fundação 2019
Time 30 especialistas em IA
Produto Luria (agentes de IA para dados)

Primeira rodada de captação externa da PX Data. Fonte: IT Forum

De clientes a investidores

Bradesco e Vibra já usavam a Luria antes de investir. O banco aplica a plataforma em frentes de eficiência operacional e experiência do cliente, área na qual já projeta ganhos de R$ 1 bilhão por ano com inteligência artificial. “A parceria veio para acelerar o Bradesco no ganho de eficiência e de experiência ao cliente com o uso de IA”, disse Daniel Pretti, Superintendente Sênior de Plataformas de Experiência do banco.

A Vibra Energia integrou a Luria à sua estratégia de dados e transformação digital. “Na Vibra, o uso da IA não é apenas sobre tecnologia, envolve uma transformação cultural na organização”, afirmou Aspen Andersen, VP de Pessoas, Tecnologia e ESG da companhia. A transição de cliente para investidor, nos dois casos, reflete resultados operacionais que justificaram a aposta de capital.

Agentes de IA contra as filas de TI

A proposta da Luria é eliminar o que o mercado chama de “filas de TI”, fluxos que dependem de engenheiros de dados e criação manual de dashboards para responder perguntas de negócio. A plataforma permite que gestores façam perguntas em linguagem natural e obtenham respostas em segundos, usando uma camada semântica que traduz o vocabulário corporativo para as estruturas dos bancos de dados. “A ideia é simples: dar protagonismo para quem decide, sem abrir mão do que sustenta escala dentro de grandes empresas”, explicou Allan Miranda, CEO da PX Data.

Com 30 especialistas, a PX Data atende empresas como Ancar Ivanhoe, BAT, Aché, Bob’s, Domino’s, Eneva e Eurofarma. Na prática, departamentos como comercial, financeiro e operações acessam insights complexos em segundos, mantendo governança centralizada. O capital deve impulsionar a equipe de engenharia e o go-to-market, com foco em integrações com ecossistemas como SAP e Google Cloud. O Bradesco, que também avança com IA generativa no braço de seguros, reforça a aposta no ecossistema de IA enterprise com o aporte.

O que observar

O modelo em que o cliente vira investidor reduz risco para quem aporta, já que conhece o produto em produção, mas pode limitar a independência comercial ao concentrar receita e governança nos mesmos atores. Startups de IA enterprise que crescem bootstrapped por anos tendem a ter unit economics mais saudáveis, o que torna o primeiro cheque externo um sinal de maturidade. A questão operacional é se a camada semântica se adapta a vocabulários tão distintos quanto os de distribuidoras de energia e redes de fast food. Vale acompanhar como plataformas de agentes de IA para dados corporativos escalam além dos primeiros clientes, especialmente quando a expansão exige integração com stacks legados e compliance setorial.

Fontes: IT ForumCraniaBaguete

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