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Economiabanco central · IBGE

Brasil é quinta economia que mais cresceu em 2026

IBGE confirma PIB +1,1% no 1T26, acima das projeções. Investimento avança 3,5% e Brasil é 5ª economia que mais cresceu entre as grandes.

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· 2 min

Atualizado em

O Brasil é a 5ª maior economia em crescimento entre as maiores do mundo em 2026, segundo análise do Valor Investe. Atrás de Índia, Coreia do Sul, Estados Unidos e China, o resultado se apoia no PIB +1,1% no 1T26, divulgado nesta sexta (29) pelo IBGE, acima da projeção do mercado de +1,0%.

Componentes do PIB no 1T26 (vs. 4T25)

Componente Variação
Formação bruta de capital fixo +3,5%
Consumo das famílias +1,0%
Consumo do governo +0,4%
Exportações -1,7%
Importações +4,4%

Dados do IBGE referentes ao 1T26, série com ajuste sazonal. Fonte: InfoMoney

Investimento lidera alta; atividades financeiras recuam

Segundo o IBGE, “o PIB do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre deste ano”, resultado que superou a projeção de 1,0% do consenso Reuters. O PIB atingiu R$ 3,3 trilhões em valores correntes. A agropecuária cresceu 2,0%, a indústria avançou 1,0% e os serviços subiram 0,5%.

Na ótica da demanda, o destaque foi o investimento em bens de capital: a formação bruta de capital fixo avançou 3,5%, sinal de confiança de empresas e famílias no ciclo econômico. O consumo das famílias cresceu 1,0%, sustentado pelo mercado de trabalho. Na contramão, as atividades financeiras recuaram 0,6% no trimestre, num ambiente em que a Selic projetada acima de 12% para 2026 comprime margens de intermediação. O modelo de medição do IBGE captura principalmente bancos tradicionais e pode não refletir o crescimento das fintechs nas contas nacionais.

O que observar

Um PIB acima do esperado em contexto de Selic elevada reforça o dilema do Banco Central: crescimento robusto reduz a urgência de novos cortes de juros. Vale acompanhar se o resultado do 1T26 entra no argumento do próximo COPOM para manter a taxa estável ou se a desaceleração projetada para o segundo semestre ainda sustenta a abertura para afrouxamento. Os dados em tempo real do Pix como termômetro da atividade econômica serão o indicador mais ágil enquanto o IBGE não divulga o 2T26.

A persistência da queda nas atividades financeiras também merece monitoramento. Se o recuo de -0,6% se repetir no 2T26, o debate sobre estrutura de custo do setor bancário em juro alto tende a ganhar volume nos próximos relatórios setoriais.

Fontes: Valor InvesteInfoMoneyLet’s Money

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