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CriseRegulação · Banco Master

BRB adia balanço e convoca nova assembleia para aumento de capital

Banco de Brasília perdeu prazo regulamentar do balanço 2025 por auditoria forense do caso Master. Nova AGE em 22 de abril. FGC exige pool de bancos.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Agência Brasília

O Banco de Brasília (BRB) adiou a publicação do balanço de 2025 sem definir nova data, perdendo o prazo regulamentar de 31 de março. Em paralelo, convocou assembleia geral extraordinária (AGE) para 22 de abril para votar aumento de capital. O banco alega que a postergação decorre da necessidade de concluir a auditoria forense sobre operações vinculadas ao Banco Master.

Cronologia da crise do BRB

Data Evento
17/03 AGE cancelada na véspera da votação
Mar/2026 GDF pede R$ 4 bi ao FGC; Caixa desiste de carteiras
31/03 Prazo regulamentar expira sem balanço publicado
22/04 Nova AGE para votar aumento de capital

Prejuízo estimado: R$ 8 bi a R$ 13 bi. Fonte: CNN Brasil

FGC, pool de bancos e FII de imóveis

O governo do Distrito Federal pediu empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC para socorrer o banco, mas o fundo condicionou qualquer operação à formação de um pool com outros bancos. Em ofício obtido pelo Valor, o FGC informou que está “à disposição para processar a análise do pleito”, mas reforçou que se trata de etapa burocrática inicial.

Para capitalizar o banco, o plano é constituir um fundo de investimento imobiliário (FII) com imóveis do GDF. A Justiça chegou a impedir o uso desses ativos, mas o governo reverteu as decisões. A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou que nenhuma demanda de socorro chegou à instituição. “Caso venha, a gente vai analisar comercialmente, como analisamos qualquer operação”, disse.

O que observar

A perda do prazo regulamentar para o balanço coloca bancos estaduais públicos em situação inédita. A auditoria forense precisa quantificar o rombo para que qualquer negociação com o fundo garantidor ou pool bancário avance com números concretos. Se o aumento de capital via FII de imóveis for aprovado em 22 de abril, ainda restará a questão de liquidez imediata, já que imóveis não se convertem em caixa na velocidade que a operação exige. O desfecho depende da disposição de bancos públicos e privados de entrar no pool, e até agora nenhuma instituição sinalizou adesão.

Fontes: Valor EconômicoCNN BrasilLet’s Money PodcastLet’s Money

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