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InvestigaçãoSegurança · Banco Master

BRB conclui auditoria sobre caso Master e encaminha relatório à PF

Machado Meyer e Kroll concluíram investigação sobre carteiras adquiridas do Banco Master. Relatório segue para a Polícia Federal avaliar medidas criminais.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Agência Brasília

O BRB concluiu a auditoria independente sobre as negociações com o Banco Master e encaminhou o relatório final à Polícia Federal. A investigação, conduzida pelo Machado Meyer Advogados com suporte técnico da Kroll Associates Brasil, foi contratada para apurar irregularidades apontadas pela operação Compliance Zero.

Cronologia do caso BRB x Master

Quando Evento
Set/2025 BC rejeita compra do Master pelo BRB
Nov/2025 PF deflagra operação Compliance Zero
Mar/2026 BRB propõe aumento de capital de R$ 8,8 bi
Abr/2026 Governadora afasta dirigentes do BRB
07/Abr/2026 BRB encaminha relatório final à PF

Fonte: Valor Econômico

O que a auditoria investigou

O BRB contratou o Machado Meyer para apurar a compra de carteiras de crédito e demais negociações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025. A operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025, mirou indícios de concessão fraudulenta de crédito pelo Master, incluindo a aquisição de carteiras com indicativos de sobrepreço.

A Comissão Independente de Investigação do BRB atestou o recebimento do relatório final e encaminhou o material à PF para que, “caso identifique materialidade, adote eventuais medidas cabíveis”, segundo o fato relevante divulgado pelo banco.

No início de abril, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou o afastamento dos dirigentes que teriam dado aval à compra das carteiras. A decisão foi baseada em conclusões preliminares da mesma auditoria independente.

O problema de liquidez que pressiona o BRB

A aquisição das carteiras do Master gerou um problema de liquidez no banco público. O BRB convocou assembleia para votar aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões, com prazo de exercício preferencial até 22 de abril. Em paralelo, o banco acionou o STF pedindo que eventuais delações premiadas no caso Master reservem recursos para ressarcir o BRB.

O que observar

O encaminhamento do relatório à PF marca o fim da apuração interna e o início da fase criminal do caso. Se a Polícia Federal identificar materialidade suficiente, os desdobramentos podem alcançar ex-dirigentes e intermediários que participaram das negociações entre os dois bancos. Para instituições financeiras públicas, o caso reforça a pressão por governança mais rígida em operações de aquisição de carteiras, especialmente quando envolvem contrapartes sob investigação.

O prazo do aumento de capital em 22 de abril é o próximo marco concreto. Se a capitalização não avançar no ritmo necessário, o banco público pode enfrentar restrições operacionais impostas pelo regulador.

Fontes: Valor EconômicoMetrópolesPoder360

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