O Banco de Brasília (BRB) manteve o plano de aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões e convocou nova assembleia geral extraordinária para 22 de abril. A proposta anterior, marcada para 18 de março, havia sido cancelada na véspera em meio à crise patrimonial ligada ao Banco Master.
Propostas de aumento de capital do BRB
| Item | Proposta março | Proposta abril |
|---|---|---|
| Ações (máx.) | 1,675 bilhão | 1,645 bilhão |
| Preço por ação | R$ 5,29 | R$ 5,36 |
| Mínimo | R$ 529 milhões | R$ 536 milhões |
| Máximo | R$ 8,861 bilhões | R$ 8,817 bilhões |
Fonte: Valor Econômico
GDF não garante subscrição e busca socorro externo
O governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB, novamente não se comprometeu a subscrever sua parte na operação para evitar diluição. A administração, agora comandada pela governadora Celina Leão (PP) após a saída de Ibaneis Rocha, conduz múltiplas frentes para tentar resolver a crise patrimonial: pedido de ajuda ao governo federal para que bancos estatais comprem carteiras do BRB, destinação de imóveis para o fundo imobiliário que deve ser usado na capitalização, e negociações com o fundo garantidor para um empréstimo de R$ 4 bilhões.
A crise do BRB se agravou após a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, que o Banco Central identificou como carentes de garantias adequadas. O banco não cumpriu o prazo para divulgar o balanço e adiou a assembleia original, sinalizando a gravidade da situação patrimonial. “A capitalização do BRB será concluída até maio”, disse o presidente do banco ao Correio Braziliense.








