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RegulaçãoDestaque · Banco Central

BRB corre contra o tempo para evitar federalização

Banco público tem seis meses para executar plano de recuperação após crise do Banco Master e pressão do Banco Central

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Atualizado em

Foto: Agência Brasília

A pressão aumenta no BRB enquanto o banco público de Brasília enfrenta o desafio de evitar a federalização. Com um prazo de seis meses estabelecido pelo Banco Central para executar seu plano de recuperação, a instituição vive um clima de tensão três meses após a operação da Polícia Federal que afastou seu então presidente e diretor financeiro na crise envolvendo o Banco Master.

Fontes da alta cúpula do banco revelam que o tempo é o principal adversário. Além de evitar um aporte do Governo do Distrito Federal que pode chegar a R$ 6 bilhões, a gestão atual do presidente Nelson de Souza trabalha para impedir cenários mais drásticos, como a liquidação da instituição pelo BC.

Alternativas sobre a mesa

O BRB desenvolve múltiplas frentes para capitalização. Entre as medidas estão a venda de ativos adquiridos do Banco Master, como prédios e carteiras de crédito consignado, além da negociação de empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Crédito. A criação de um Fundo de Investimento Imobiliário formado por imóveis do GDF e a venda de Dívida Ativa também integram o plano.

Segundo o NeoFeed, a formação de um consórcio de bancos privados para empréstimos também está em curso. Todas essas alternativas precisam passar pela aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Resistência no Legislativo

O governador Ibaneis Rocha encaminhou em 20 de fevereiro um projeto de lei à CLDF para autorizar medidas de recomposição do patrimônio líquido e capital social do BRB. Porém, o projeto enfrenta resistência mesmo entre aliados governistas.

A principal objeção recai sobre a lista de 12 imóveis apresentados como garantia pelo GDF. Entre eles, há prédios abandonados e áreas de preservação ambiental. Há dúvidas se a venda desses ativos realmente renderia os R$ 2 bilhões estimados pela administração distrital.

A federalização, onde o governo federal assumiria a gestão do banco por meio da Caixa, é tratada como tabu internamente. A avaliação é que seria um grande ônus político para o governo federal, especialmente em ano de eleição presidencial. A liderança governista na câmara distrital já alertou que a não aprovação do projeto aumenta esse risco.

Para mais informações sobre regulação bancária e fintechs, confira as matérias sobre o setor financeiro no Let’s Money.

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