O Banco de Brasília (BRB) apresentou pedido ao STF para que eventuais acordos de delação premiada no caso Banco Master reservem recursos para indenizar o banco público pelos prejuízos com a aquisição de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito com indícios de fraude. O ofício foi enviado ao ministro André Mendonça com caráter preventivo e cautelar.
Situação financeira do BRB
| Item | Valor |
|---|---|
| Carteiras fraudulentas | R$ 12,2 bilhões |
| Rombo estimado BC (dez/2024) | R$ 5 bi (mínimo) |
| Reserva estimada BRB | R$ 8,8 bilhões |
| Aporte GDF (imóveis) | R$ 6,6 bilhões |
| Prazo preferência | Até 22/abr/2026 |
Fonte: Valor Econômico
Banco tenta garantir lugar como principal lesado
O pedido solicita a reserva, bloqueio e vinculação de bens, valores e ativos que venham a ser identificados ou recuperados nas investigações em curso, incluindo eventuais repatriações. Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, negocia delação premiada com PGR e Polícia Federal, mas nenhum acordo foi assinado até o momento.
O BRB argumenta que teve seu patrimônio diretamente exposto na tentativa de aquisição do Master e busca se posicionar como um dos principais prejudicados pelo esquema. Ao desfazer a compra das carteiras suspeitas, o banco herdou ativos do Master cujo lastro permanece duvidoso. O BC estimava, no fim de 2024, um rombo de ao menos R$ 5 bilhões. Já a diretoria do BRB calculou necessidade de reserva de R$ 8,8 bilhões para cobrir possíveis perdas, com aporte previsto de R$ 6,6 bilhões do governo do DF via alienação de nove imóveis públicos.








