O BTG Pactual acendeu um alerta sobre inteligência artificial que vai além dos modelos. Em relatório divulgado em 16 de julho, o banco afirma que os riscos da IA passaram a ameaçar a estabilidade do sistema financeiro, à medida que instituições, empresas de tecnologia e investidores ficam dependentes dos mesmos poucos modelos e provedores.
Os vetores de risco no relatório do BTG
| Vetor | O que o BTG aponta |
|---|---|
| Concentração | Dependência dos mesmos modelos, provedores de nuvem e contrapartes |
| Efeito sistêmico | Decisões correlacionadas, vulnerabilidades cibernéticas e interrupções operacionais |
| Investimento | Corrida por infraestrutura pode estimular sobreinvestimento e alavancagem |
| Crédito privado | Exposição a empresas de software com receita afetada pela IA generativa |
Vetores de risco apontados no relatório do BTG Pactual. Fonte: Valor Econômico
Do ganho de produtividade ao risco sistêmico
A leitura do BTG parte de publicações recentes do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do blog The Finanser. Segundo o banco, o debate sobre IA está migrando dos ganhos de produtividade para os riscos que nascem da concentração em poucos modelos e provedores. O BIS já alertou que o gasto bilionário em IA pode ser insustentável, o pano de fundo que o relatório retoma.
“A principal preocupação não é simplesmente se um modelo específico falhará, mas se instituições financeiras, empresas de tecnologia e investidores se tornarão dependentes dos mesmos modelos, provedores de nuvem, ativos de infraestrutura e contrapartes de financiamento”, diz o relatório. Para o BTG, essa concentração pode ampliar decisões correlacionadas, vulnerabilidades cibernéticas e interrupções operacionais no sistema financeiro.








