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BV aposta em diversificação para elevar rentabilidade

Banco encerrou 2025 com ROE de 15,3% e projeta alcançar patamar acima de 20% com expansão de produtos e presença comercial

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O BV encerrou 2025 com resultados que consolidam sua estratégia de diversificação em meio ao cenário de juros elevados no Brasil. O banco registrou lucro recorrente de R$ 1,865 bilhão, seu maior patamar histórico, com crescimento de 8,3% sobre 2024. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) recorrente atingiu 15,3%, avanço de 2,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Segundo o CEO Gustavo Sousa, o banco agora considera o ROE de 15% como um piso, com ambição de alcançar patamares superiores a 20%. Porém, ele ressalta que essa meta não é para o curto prazo.

Expansão além do financiamento de veículos

A carteira de crédito ampliada do BV subiu 7,9% e alcançou R$ 97,7 bilhões ao final de 2025. De acordo com a Bloomberg Línea, o crescimento foi impulsionado por veículos leves usados, cartões de crédito e empréstimos com garantia de veículos (EGV).

O banco ampliou sua equipe comercial para 1.000 profissionais, cobrindo 26.000 pontos de venda. A estratégia foca em maior presença junto aos lojistas, não na abertura de apetite de risco. No segmento de pesados usados, o BV alcançou a liderança de market share com carteira de R$ 3,3 bilhões, crescimento de 46,8% no ano.

Produtos para aprofundar relacionamento

O empréstimo com garantia de veículo tem sido peça central da estratégia. O produto oferece taxas entre 2% e 2,5% ao mês, alternativa para clientes endividados com crédito pessoal ou cartão a 8% mensais. A carteira de EGV cresceu 30,5% em 2025.

Além disso, os depósitos de pessoas físicas subiram 74% no período, enquanto a originação de crédito por canais digitais avançou 45%, para R$ 3,9 bilhões. A plataforma NaPista, que compete com Webmotors e iCarros, busca oferecer crédito pré-aprovado durante a busca de veículos.

Controlado em parceria entre Votorantim Finanças e Banco do Brasil desde 2009, o BV mantém postura cautelosa para 2026. A inadimplência fechou o quarto trimestre de 2025 em 4,7%, queda de 0,1 ponto percentual. Nesse sentido, Sousa afirma que o banco mantém apetite conservador, mesmo com perspectivas de cortes na Selic.

Para acompanhar mais análises sobre o mercado de crédito e estratégias bancárias, confira as matérias sobre instituições financeiras no Let’s Money.

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