O banco BV elevou em 50% a eficiência da sua operação de marketing depois de montar uma estrutura de produção interna com inteligência artificial generativa, em parceria com a BRQ. O volume triplicou: foram 22 mil peças entregues em 2025, ante um terço disso no ano anterior.
O marketing do BV com IA em números (2025)
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Eficiência operacional | +50% |
| Custo de produção por peça | -42% |
| Peças entregues no ano | 22 mil (3x vs. 2024) |
Resultados do modelo de House com IA do BV, 2025. Fonte: TI Inside
Como o BV levou a IA para a esteira criativa
O ponto de partida foi estruturar uma house interna, um time de produção dedicado à conta do banco, combinando equipes próprias com especialistas da BRQ Digital Solutions. A operação evoluiu para o que o BV chama de Smart House, com IA generativa incorporada às etapas de criação e aprovação. Na prática, a tecnologia absorve o trabalho repetitivo de desdobrar formatos e adaptar peças para diferentes canais.
Com a parte operacional automatizada, os times passaram a se concentrar em análise de performance, planejamento e conceito criativo. O resultado foi o corte de 42% no custo de produção por peça e a triplicação do volume, entre campanhas nacionais, vídeos e comunicações segmentadas de CRM. A movimentação acompanha a estratégia mais ampla do banco, que ganhou um braço no Vale do Silício para acelerar o uso de IA.
Um exemplo citado foi a campanha do personagem “Sem Tutu”, voltada à renegociação de dívidas, em que a IA foi usada na concepção inicial dos personagens, depois refinados pela equipe interna para o lançamento. “Nosso foco é maximizar a eficiência operacional sem abrir mão da consistência da marca”, afirmou Tiago Soares, Head de Marketing e ESG do BV. Para a BRQ, a relação se apoia no alinhamento cultural e na disposição do banco em adotar soluções novas com rapidez, segundo Pablo Moura, diretor de Experiência da parceira.








