A Caixa Seguridade fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro gerencial de R$ 1,14 bilhão, alta de 9,5% sobre igual período de 2025, e vai devolver quase todo esse ganho aos acionistas: R$ 1,05 bilhão em dividendos. O motor do resultado foi o seguro habitacional.
As receitas operacionais somaram R$ 1,5 bilhão no período, avanço de 8,5%. Puxou o número a venda de seguro habitacional, que subiu 14% e responde pela maior fatia dos prêmios da companhia. No total, os prêmios emitidos avançaram 4,6% e somaram R$ 2,49 bilhões, mesmo com a retração de linhas como o prestamista, que recuou 10%.
O dividendo bilionário da Caixa Seguridade
O conselho aprovou o repasse de R$ 1,05 bilhão aos acionistas, o equivalente a R$ 0,35 por ação e a 92% do que a empresa ganhou no trimestre. Quem tiver o papel em carteira no dia 3 de novembro leva o provento, depositado em 17 de novembro de 2026; do dia 4 em diante, a ação roda sem esse direito.
Nem tudo veio de vento a favor. “O desempenho permaneceu impactado pelo patamar da taxa básica de juros sobre o custo do crédito comercial, e pela suspensão das emissões vinculadas às operações de empréstimo consignado INSS”, explicou a administração da companhia no relatório que acompanha o balanço. A sinistralidade geral, por outro lado, melhorou: caiu para 24,2%, com recuo de 0,9 ponto percentual em um ano.
| Lucro gerencial | R$ 1,14 bi (+9,5% a/a) |
| Receitas operacionais | R$ 1,5 bi (+8,5%) |
| Prêmios emitidos | R$ 2,49 bi (+4,6%) |
| Sinistralidade geral | 24,2% (-0,9 p.p.) |
| Resultado operacional | R$ 1,23 bi (+9,5%) |
| Dividendos aprovados | R$ 1,05 bi (92% do lucro) |
Caixa Seguridade, resultados do 2º trimestre de 2026. Fonte: Valor Econômico
Nos negócios de acumulação, a previdência foi o destaque: a receita cresceu 10,4%, com as contribuições avançando quase 18%. A captação líquida chegou a R$ 2,7 bilhões no primeiro semestre, um salto de 98,5% na comparação anual, num momento em que o governo estuda ampliar o Open Finance para seguros e previdência. O movimento reforça a corrida das seguradoras por poupança de longo prazo, num mercado onde até as casas de aposta competem com seguros e previdência.








