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Caixinhas de bancos rendem até 140% do CDI

Rentabilidade varia entre instituições; Mercado Pago lidera temporariamente com oferta especial para clientes Meli+

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Foto de Towfiqu barbhuiya na Unsplash

As caixinhas de bancos e fintechs ganharam popularidade como forma prática de investir pequenos valores. Um levantamento recente mostra que a rentabilidade dessas ferramentas varia significativamente entre instituições, podendo chegar a até 140% do CDI em condições especiais. Além disso, os produtos financeiros que sustentam essas aplicações diferem bastante, incluindo CDBs, RDBs, fundos de renda fixa e até títulos públicos.

As pesquisas sobre o tema se tornaram mais comparativas, com usuários buscando entender quanto rendem diferentes valores em cada plataforma. Porém, antes de escolher onde investir, é fundamental analisar características como rentabilidade, segurança, liquidez e o tipo de aplicação envolvida.

Rentabilidades e condições especiais

Segundo o E-Investidor, a maioria das caixinhas oferece retorno de 100% do CDI como padrão. No entanto, algumas instituições apresentam condições diferenciadas para clientes específicos.

O Mercado Pago lidera temporariamente com campanha que oferece 140% do CDI para clientes Meli+ em valores até R$ 10 mil, válida até 3 de abril. Tradicionalmente, a rentabilidade para esse público é de 120% do CDI no mesmo limite. Acima disso, o retorno cai para 100% do CDI.

No Nubank, a caixinha Turbo promete 120% do CDI para clientes Nubank+ ou portadores do cartão Ultravioleta. A assinatura mensal custa R$ 29, mas é isenta para quem gasta R$ 3,5 mil no mês ou possui R$ 30 mil investidos. Demais clientes precisam movimentar R$ 900 mensalmente para acessar a rentabilidade superior.

O PagBank oferece até 130% do CDI para valores até R$ 10 mil, enquanto o PicPay entrega 121% do CDI no cofrinho Turbinado, disponível para clientes Epic, PicPay Mais e usuários selecionados. O critério Epic exige renda mensal a partir de R$ 15 mil.

Produtos financeiros e proteções

A maior parte das caixinhas está atrelada a CDBs, mas há exceções importantes. No Mercado Pago, o cofrinho funciona via Tesouro Selic. No Banco do Brasil, a ferramenta está ligada a um fundo de renda fixa com taxa anual de 0,5%. Já o Nubank utiliza RDB, título similar ao CDB mas intransferível.

No Inter, clientes pessoa física escolhem entre CDB ou Time Deposit, título atrelado ao dólar. Pessoas jurídicas podem optar por CDB ou fundo com resgate imediato.

Todas as caixinhas associadas a CDBs e RDBs contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos, que cobre até R$ 250 mil por CPF. O cofrinho do Mercado Pago, embora sem FGC, possui garantia do governo federal por envolver título público.

Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor de administração da ESPM, recomenda buscar ferramentas que ofereçam pelo menos 100% do CDI e considerar o perfil de investidor antes de escolher. Além disso, o planejador financeiro Leandro Costa alerta que as caixinhas são eficientes para reserva de emergência, mas limitadas para objetivos de médio e longo prazo, quando uma carteira diversificada tende a entregar melhores resultados.

Para mais informações sobre investimentos de renda fixa e ferramentas digitais, confira as matérias sobre educação financeira no Let’s Money.

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