Roberto Campos Neto tem ligado para senadores de situação e oposição para articular a aprovação da PEC de autonomia do BC, numa mobilização que envolve também o ex-presidente Henrique Meirelles e ex-diretores como Tony Volpon e Luiz Fernando Figueiredo, enquanto o texto aguarda pauta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
PEC de autonomia do BC: pontos do novo parecer
| Ponto | Proposta |
|---|---|
| Natureza jurídica | Entidade pública de natureza especial (não autarquia) |
| Teto orçamentário | Ano anterior + IPCA + 2,5% |
| Competência sobre o Pix | Exclusiva do Banco Central |
| Prestação de contas | Presidente e diretores ao Senado e à Câmara |
| Status na CCJ | Aguardando pauta (relator: Plínio Valério, PSDB-AM) |
Fonte: NeoFeed
A mobilização pela PEC da autonomia do BC
A PEC, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), tramita desde 2023. O relator Plínio Valério apresentou o novo parecer na CCJ em 16 de abril, mas depende de o presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), pautar o texto para votação. Nesse contexto, o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto passou a ligar para senadores a pedido do próprio relator. “O Roberto Campos [Neto] tem acompanhado e conversado com senadores amigos”, confirmou Valério ao NeoFeed. Campos Neto não respondeu às tentativas de contato da reportagem.
Henrique Meirelles, que presidiu o BC de 2003 a 2011, afirmou que já escreveu artigos, foi a audiências no Senado e que voltaria a Brasília se necessário. “Um BC independente é a solução em praticamente a totalidade dos países relevantes”, disse. O ex-diretor Tony Volpon cunhou o slogan “aprove a PEC 65 já” em publicação no seu blog na CNN Brasil, alertando que a autarquia vive um “blackout de pessoal por uma vergonhosa falta de recursos orçamentários”. Luiz Fernando Figueiredo foi mais direto: “Temos que fazer essa PEC andar!”
O pano de fundo reforça a urgência. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já havia sinalizado publicamente que o BC não consegue sustentar suas demandas operacionais com o orçamento atual, e o escândalo do Caso Master acelerou o debate sobre a capacidade institucional da autoridade monetária.








