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Open BankingInternacional · Capital One

Capital One usa Open Banking para aprovar quem o bureau nega

Capital One UK e MoneySuperMarket lançaram uma jornada de crédito com Open Banking que lê dados da conta no lugar do score do bureau.

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· 3 min

Atualizado em

Sundry Photography / Shutterstock.com

A Capital One UK e o comparador MoneySuperMarket lançaram uma jornada de crédito movida a Open Banking que troca o score do bureau por dados de conta em tempo real. A proposta é aprovar quem tem renda estável, mas histórico fino, e por isso costuma ficar de fora do crédito tradicional.

A jornada de crédito em números

Item Dado
Produto Crédito para reconstruir histórico
APR representativa 39,9% (variável)
Base de usuários 13 milhões (MONY Group)
Infraestrutura de dados D.One (Open Banking)

Detalhes da parceria Capital One UK e MoneySuperMarket. Fonte: FF News

Como funciona a jornada

Em vez de olhar só para o histórico registrado nos bureaus, o fluxo pede autorização do cliente para ler a movimentação da conta e avalia o risco pelo caixa real. A parte técnica fica com a D.One, que cuida do transporte seguro dos dados e devolve uma análise granular. Com isso, a Capital One UK consegue dizer de antemão quem tem chance de aprovação em um produto com APR de 39,9% voltado a quem quer reconstruir o crédito.

“As pessoas podem ficar trancadas fora do mercado de crédito porque não têm um histórico longo ou tradicional. Esta parceria exclusiva com a Capital One UK foi desenhada para ajudar a fechar essa lacuna” (em tradução livre), disse Clare Dyson, gerente comercial sênior do MoneySuperMarket. O modelo aposta que renda comprovada por transação vale mais que a ausência de ficha no bureau.

Por que isso importa além do UK

O problema do “invisível de crédito” não é britânico: em qualquer mercado sobra gente com renda e sem histórico formal. A resposta que vem ganhando corpo é a mesma, usar o dado bancário compartilhado como alternativa ao score. No Brasil, o mesmo princípio aparece em modelos que já atualizam o score em tempo real, enquanto o Reino Unido segue consolidando a infraestrutura de open banking para uso em crédito e pagamentos.

Para o credor, o cálculo é de alcance sem abrir mão do risco. “Ao permitir que os clientes compartilhem mais informações de forma segura, esperamos dizer ‘sim’ a ainda mais clientes e, com isso, ajudar mais pessoas a construir um histórico de crédito positivo” (em tradução livre), afirmou Paul Brown, head de aquisição de clientes da Capital One UK. O grupo MONY leva a oferta a uma base de 13 milhões de usuários.

O que observar

A troca do score estático pelo dado transacional muda quem entra na foto do crédito, e vale acompanhar até onde ela chega sem afrouxar a régua de risco. Do lado do consumidor, o ponto é se o público sem histórico formal de fato consegue taxa e limite melhores ao abrir a conta, ou se continua pagando o prêmio de quem é considerado incerto. Do lado da oferta, credores que dominam análise por fluxo de caixa ganham vantagem sobre quem depende só de bureau, e as próprias empresas de score passam a competir com a infraestrutura de open banking. A pergunta operacional é se a decisão em tempo real vira aprovação responsável em escala, ou se o custo do crédito a esse segmento se mantém alto o suficiente para limitar o efeito de inclusão.

Fontes: FF NewsD.One

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