A Casas Bahia quer transformar seu crediário digital em produto financeiro para outros varejistas. A penetração do financiamento no e-commerce próprio saltou de 6% para 10%, e a carteira de empréstimos atingiu R$ 6,6 bilhões no quarto trimestre de 2025. O CEO Renato Franklin mira o que chama de “mar aberto”: oferecer crediário em indústrias fora do varejo de eletrodomésticos, com um piloto junto à CVC para financiar viagens.
Crediário digital: os números
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Penetração e-commerce | 10% (era 6%) |
| Penetração loja física | 23% |
| Carteira de empréstimos | R$ 6,6 bi (+7% a.a.) |
| Vendedores marketplace com crediário | 87% de ~5 mil |
| Receita bruta consolidada | R$ 10,1 bi (+6,5%) |
Fonte: Exame / Casas Bahia (4T25)
Além do eletrodoméstico
A estratégia de expansão do crediário tem duas frentes. A primeira é aumentar a penetração nos canais próprios e no marketplace, onde 87% dos 5 mil vendedores já usam o financiamento. A segunda é levar o crediário para fora: o piloto com a CVC para financiar viagens é o primeiro passo. “Vemos espaço para avançar no crediário em outros varejos e indústrias”, afirmou Franklin.
A Casas Bahia também aposta na presença em marketplaces terceiros (Amazon, Mercado Livre, Shopee) e na logística como receita via CB Full. O e-commerce consolidado atingiu R$ 5,8 bilhões em 2025, crescimento de 21,7%. Mesmo assim, a companhia ainda opera no prejuízo: R$ 79 milhões de prejuízo líquido ajustado no ano. O avanço do consignado privado no país mostra que o apetite por crédito existe, mesmo com juros elevados.








