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Crise BRBbanco central · Banco Master

Celina Leão descarta venda e liquidação do BRB

Governadora do DF afirma que o BRB superou o momento mais crítico e nega venda ou liquidação do banco após operações problemáticas com o Master.

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· 3 min

Atualizado em

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (20/4) que o BRB “não será vendido nem liquidado” e que a instituição já superou o “momento mais crítico” da crise aberta pelas operações com o Banco Master. A declaração, feita ao canal Amado Mundo e reportada pelo Valor Econômico, vem quatro dias depois da prisão do ex-presidente do banco público Paulo Henrique Costa na Operação Compliance Zero.

O que a governadora do DF afirmou sobre o BRB

Item Declaração
Futuro do banco Não será vendido nem liquidado
Momento da crise “Já saímos do momento mais crítico”
Interlocutores BC, FGC e sistema financeiro
Plano para os ativos FIDC com papéis herdados do Master
Ação judicial Pedido ao STF para reservar valores
Problemas Liquidez resolvida, capital em resolução

Declarações da governadora do DF em entrevista. Fonte: Valor Econômico

Mensagem para o mercado

“O banco não será vendido, o banco não será liquidado. O BRB é um banco tão estratégico e tão forte que virou talvez a joia da coroa desejada por vários banqueiros do Brasil”, afirmou Leão. A governadora disse que o banco foi “vítima” da operação com o Master e que “a gente pudesse trazer a marca de que o controlador tem pulso, que o controlador não vai deixar acontecer nada com o banco”. A fala procura neutralizar a pressão pública que aumentou com a nova fase da Operação Compliance Zero.

A governadora assumiu o cargo após a saída de Ibaneis Rocha no fim de março e afirmou nunca ter sido consultada sobre a tentativa de compra do Master pelo BRB, vetada pelo BC. Segundo ela, havia “muita dificuldade de relacionamento pessoal” com o ex-presidente Paulo Henrique Costa, preso na semana passada sob acusação de receber R$ 146 milhões em propina para facilitar as operações com o Master, segundo a Gazeta do Povo.

FIDC de R$ 15 bi e ação no STF

O plano citado por Leão para limpar o balanço passa pelo FIDC com os ativos herdados do Master. Um fundo de investimento apresentou proposta de R$ 15 bilhões pela carteira, com R$ 4 bilhões à vista e o restante estruturado em instrumentos atrelados aos próprios papéis, segundo a Agência Brasil. O banco aplicou deságio de 15% sobre R$ 12,7 bilhões em carteiras herdadas e acionou a Justiça para ampliar o ressarcimento.

“Estamos com várias ações judiciais e, na medida que elas forem sendo recebidas e deferidas, darão uma condição financeira diferente para o banco. Resolvemos o problema de liquidez de curto prazo, estamos resolvendo o problema de capital também”, disse Leão. O BRB já tinha acionado o Supremo Tribunal Federal para reservar valores da delação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, e aprovou aumento de capital de R$ 8,8 bilhões em assembleia. O FGC, por sua vez, condicionou qualquer ajuda adicional ao reconhecimento integral das perdas.

O que observar

A declaração de descarte de venda ou liquidação tende a ser lida pelo mercado como sinal de que o controlador quer segurar o banco público sob sua própria gestão. A prova prática virá nos próximos balanços: nível de cobertura das carteiras recebidas do Master, execução do FIDC e evolução do índice de capital. O FGC já sinalizou que ajuda adicional depende do reconhecimento integral das perdas, o que tende a pressionar o resultado do BRB no curto prazo.

No campo político, a prisão do ex-presidente deixa em aberto se outras figuras do banco e do governo anterior serão alcançadas pela investigação. No plano regulatório, a resolução do caso pode influenciar como o BC trata pleitos futuros de bancos estaduais e o desenho de mecanismos de saneamento de carteiras problemáticas em instituições públicas. O desfecho também serve de teste para o FGC, que calibra a exposição do próprio fundo ao caso Master.

Fontes: Valor EconômicoAgência BrasilGazeta do PovoLet’s Money: PF prende ex-presidente do BRBLet’s Money: BRB mira R$ 15 bi com FIDCLet’s Money: BRB aciona STFLet’s Money: BRB aumenta capital em R$ 8,8 biLet’s Money: FGC condiciona ajuda ao BRB

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