A Circle lançou o CPN Managed Payments, plataforma que permite bancos, fintechs e processadoras liquidarem transações internacionais em USDC sem gerenciar ativos digitais diretamente. A solução abstrai toda a complexidade de custódia, compliance e infraestrutura blockchain, enquanto os parceiros interagem apenas em moeda fiduciária. O USDC já acumula mais de US$ 70 trilhões em liquidação on-chain, com volume próximo de US$ 12 trilhões no último trimestre de 2025.
CPN Managed Payments: como funciona
| Camada | Quem opera | O que faz |
|---|---|---|
| Interface fiat | Banco / PSP / Fintech | Envia e recebe em moeda local, sem contato com cripto |
| Orquestração | Circle (CPN) | Minting/burning de USDC, compliance, roteamento |
| Liquidação | Blockchain (20+ redes) | Settlement em USDC com finalidade on-chain |
Fonte: Circle
Parceiros e modelo de adoção gradual
“Estamos simplificando como instituições adotam e escalam pagamentos em stablecoins”, disse Nikhil Chandhok, chief product and technology officer da Circle. O CPN Managed Payments estreia com Thunes, Worldline e Veem como parceiros iniciais. A Thunes, especializada em corredores de pagamento cross-border, planeja usar a plataforma para conectar trilhos de blockchain a redes de payout em moeda local. A Worldline, processadora europeia, mira liquidação nativa em blockchain para seus clientes de serviços financeiros.
O modelo permite adoção gradual: a instituição começa com a Circle gerenciando 100% do ciclo do ativo digital e, conforme amadurece, pode migrar para maior controle próprio. A Circle opera sob licença do New York State Department of Financial Services e registro NMLS, permitindo que parceiros operem sob sua cobertura regulatória sem obter licenças próprias de ativos digitais. A empresa abriu capital na NYSE sob o ticker CRCL.









