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Circle lança blockchain Arc com Visa e BlackRock

A Circle colocou no ar a Arc Mainnet, blockchain aberta para mercados financeiros, com Visa, BlackRock, DTCC e Standard Chartered como validadoras.

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· 3 min

Atualizado em

A Circle colocou no ar a Arc Mainnet, blockchain aberta de camada 1 desenhada para mercados financeiros, movimentação de dinheiro em tempo real e transações conduzidas por agentes de software. A rede estreia com mais de 100 aplicações no ar e um grupo de validadoras fundadoras formado por BlackRock, DTCC, Standard Chartered e Visa.

Arc Mainnet no lançamento

Item O que a Circle informa
Validadoras fundadoras BlackRock, DTCC, Standard Chartered e Visa
Aplicações no lançamento mais de 100
Construtores ativos mais de 100 (bancos, gestoras, redes de pagamento, exchanges, custodiantes, DeFi, carteiras e plataformas de IA)
Taxas de rede (gas) pagas em USDC, não em tokens voláteis
Liquidação determinística e instantânea

Dados do lançamento da Arc Mainnet. Fonte: Finextra

A aposta da Circle em um “sistema operacional econômico”

A empresa descreve a Arc como um “sistema operacional econômico para a internet” e aponta seis escolhas de projeto que, segundo ela, separam a rede de uma blockchain comum: taxas de rede pagas em USDC em vez de tokens voláteis; liquidação determinística e instantânea; privacidade opcional; interoperabilidade; atividade econômica agêntica; e segurança de nível institucional. A rede sobe com integração nativa à plataforma completa da Circle, incluindo a stablecoin USDC.

“Hoje estamos ligando algo que o mundo nunca teve antes: um sistema operacional econômico aberto, neutro e sempre ativo para a internet, protegido por algumas das mais importantes instituições financeiras da Terra e construído para um mundo em que tanto pessoas quanto máquinas transacionam”, afirmou Jeremy Allaire, CEO da Circle (em tradução livre).

Quem disputa a infraestrutura de Wall Street

A Arc chega a um campo em que várias redes de camada 1 competem por espaço em Wall Street, ao lado de nomes como a Tempo, da Stripe, e o Universal Ledger, do Google Cloud. O Let’s Money já mostrou como Visa e Stripe levam a stablecoin ao comércio agêntico, movimento que ajuda a explicar por que emissores e adquirentes correm para construir seus próprios trilhos.

O apetite institucional por trilhos baseados em stablecoin não é novo: o Let’s Money também reportou como o Bank of New York adota a USDC em custódia. A presença de gestoras, depositárias e redes de cartão entre as validadoras da Arc sinaliza que a mesma corrida agora passa pela camada de liquidação.

O que observar

A ideia de transformar uma blockchain em “sistema operacional econômico” desloca a disputa do preço do token para a confiança institucional: a rede é sustentada por validadoras que estão entre as maiores instituições financeiras do mundo. Vale acompanhar se a promessa de liquidação em menos de um segundo e de taxas pagas em stablecoin se sustenta quando o volume real de bancos, gestoras e custodiantes migrar para a rede.

A pergunta que fica é como os provedores de infraestrutura on-chain concorrentes respondem a um modelo que já nasce com mais de 100 aplicações e uma base de construtores institucionais ativa. Para emissores de stablecoin e redes de liquidação, o teste prático será medir se a atividade econômica conduzida por agentes de software gera volume incremental ou apenas migra fluxo que já existe.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s Money

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