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Citi supera todas as estimativas no resultado do 2º tri

Citigroup supera previsões no 2º trimestre com receita recorde em trading de ações e ROTCE de 13%, acima do estimado por analistas de Wall Street.

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· 3 min

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Artem Avetisyan / Shutterstock.com

O Citigroup superou todas as estimativas de Wall Street no segundo trimestre de 2026. Quatro das cinco divisões principais bateram as projeções dos analistas, puxadas por uma receita recorde na negociação de ações, e o retorno sobre o capital tangível chegou a 13%, sinal de que a reestruturação da CEO Jane Fraser ganha tração.

Citi no 2º trimestre de 2026

Indicador Resultado
Lucro por ação US$ 3,15 (acima do projetado por 20 analistas)
Trading de ações US$ 2,3 bi, +45% em um ano (recorde)
Retorno sobre capital tangível 13% (estimativa era 11,3%)
Índice de eficiência ~57% (ante 54% do JPMorgan)
Divisões acima do esperado 4 de 5 (cartões de consumo ficou abaixo)

Resultados do 2º trimestre de 2026 do Citigroup. Fonte: Bloomberg Línea

Trading de ações puxa o resultado

O lucro por ação chegou a US$ 3,15, acima do que 20 analistas projetavam. Quatro das cinco divisões principais (banca, serviços, mercados e gestão patrimonial) superaram as estimativas, afirmou a Bloomberg Línea. O motor do trimestre foi a mesa de ações: a receita subiu 45% em um ano, para US$ 2,3 bilhões, cerca de 11% acima do recorde alcançado no início deste ano. É uma operação menor que a dos rivais, e o banco tenta atrair mais fundos de cobertura para expandi-la.

Os banqueiros de investimento também tiveram os maiores lucros desde 2021, quando a pandemia e os juros baixos destravaram uma onda de fusões e aquisições. A unidade vem reorganizando sua liderança desde que Vis Raghavan assumiu o comando em 2024. Ainda assim, o crescimento de 45% na renda variável ficou atrás do de rivais maiores: o JPMorgan avançou 86% e o Goldman Sachs, 72% no mesmo período.

A virada de Fraser e o custo dos cartões

O retorno sobre o capital tangível comum, indicador-chave de rentabilidade, ficou em 13%, acima dos 11,3% estimados. Em evento para investidores em maio de 2026, Fraser projetou que o índice alcançaria entre 14% e 15% até 2031. As ações quase dobraram nos últimos 18 meses, à medida que o banco troca o varejo pelo atacado e cresce na América Latina.

O índice de eficiência, que mede quanto o banco gasta por dólar de receita, caiu para cerca de 57%, aproximando o Citi de rivais mais enxutos como o JPMorgan, em 54%. Parte desse ganho vem da automação das operações, na esteira de iniciativas em que o banco usa IA para cortar processos de onboarding. O ponto fora da curva foi o cartão de consumo, que ficou abaixo das previsões: as despesas subiram 10% em um ano por custos maiores com indenizações, enquanto a unidade reestrutura o time e integra a parcela da carteira de cartões que pertencia ao Barclays, em parceria com a American Airlines.

O que observar

A temporada de balanços dos grandes bancos americanos repete um padrão: a volatilidade dos mercados voltou a inflar as receitas de trading, um motor cíclico que não se sustenta sozinho. Vale acompanhar se os bancos de investimento conseguem transformar o pico de negociação em receita recorrente, e se as unidades de cartão de consumo, pressionadas por custos, seguem drenando margem enquanto passam por reestruturação. O teste dos próximos trimestres será separar o que é vento de mercado do que é ganho estrutural de eficiência.

Fontes: Bloomberg LíneaYahoo FinanceLet’s MoneyLet’s Money

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