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Febraban TechIA · Claro

Claro empresas reduz em até 50% o custo de GPU para IA

Oferta de GPU as a Service permite contratar só a fração necessária, com processamento em território brasileiro e faturamento direto em real.

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· 3 min

Atualizado em

Shutterstock

A Claro empresas levou à Febraban Tech uma oferta de GPU as a Service que, segundo a companhia, corta até 50% o custo de processamento de inteligência artificial. O modelo permite contratar apenas a fração necessária da capacidade, em vez de comprar a tecnologia em grandes volumes, com faturamento direto em real.

O processamento fica dentro da infraestrutura de nuvem da operadora, em território brasileiro. É esse ponto que a empresa usa como argumento junto a bancos e seguradoras, onde residência de dado, governança e LGPD deixaram de ser diferencial e viraram obrigação.

O que a Claro empresas levou ao evento

Item Dado
Economia declarada no custo de processamento Até 50%
Modelo de contratação Fração da capacidade, faturada em real
Local do processamento Nuvem própria, em território brasileiro
Cobertura de chamadas com o Claro STT 100% das ligações diárias
Cobertura da amostragem manual que ele substitui 5% a 10% da operação
Ganho de conversão de vendas no piloto interno 10%

Dados informados pela Claro empresas em agosto de 2026. Site: Claro empresas

Comprar fatia de GPU em vez de rack inteiro

A oferta mira empresas cuja estratégia não comporta a aquisição de GPUs em grandes volumes, incluindo startups que precisam rodar provas de conceito com LLMs ou modelos menores sem travar capital em hardware.

“O modelo desenvolvido permite a contratação apenas da fração necessária da capacidade de processamento, com economia de até 50% nos custos de aquisição, e reforça a gestão inteligente de recursos, fator fundamental para alavancar tecnologias emergentes”, explica Raquel Possamai, diretora-executiva Claro empresas para o Mercado Financeiro.

O apelo de soberania é o segundo eixo do discurso. “Em setores regulados, como o Financeiro, que lidam com informações sensíveis e precisam seguir rigorosamente as regras da LGPD e do Banco Central, temas como Soberania e Governança de Dados são considerados críticos e tratados com extrema atenção. Atender a esses requisitos é obrigação e não diferencial”, afirma Maria Teresa Lima, diretora-executiva Claro empresas para Governo. O custo de infraestrutura tem sido alvo recorrente das áreas de tecnologia do setor: a Elo cortou 30% do custo de backup ao migrar para nuvem.

Do call center para o balcão do banco

Junto com a oferta de GPU, a operadora lançou o Claro STT, solução de transcrição de áudio voltada a centrais de atendimento. Em piloto conduzido internamente, a ferramenta transcreveu 100% das chamadas diárias, contra os 5% a 10% que a amostragem manual costuma cobrir, e elevou a conversão de vendas em 10%. A integração é via API e o onboarding leva algumas horas, segundo a companhia. Com a visibilidade total do conteúdo, a IA categoriza comportamentos, cria recomendações e atua como copiloto do operador em tempo real.

“O grande diferencial tecnológico está em sua arquitetura de ponta e no forte compromisso com a segurança da solução. O Claro STT roda inteiramente sobre GPUs de alta performance”, comenta Mário Rachid, diretor-executivo de Soluções Digitais Claro empresas. O evento vem sendo o palco desse tipo de conta: os bancos brasileiros põem R$ 2 bilhões em IA neste ano, no cálculo da PwC, e o setor projeta R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026.

O que observar

A promessa de economia depende de quanto da capacidade contratada é de fato usada. Fracionar GPU resolve o problema de quem não tem escala para comprar hardware, mas o custo por hora de processamento local ainda precisa se sustentar contra as nuvens estrangeiras que operam com volume muito maior. O que inclina a balança em setor regulado é a exigência de residência de dado. Vale observar se essa exigência se traduz em contrato assinado ou se continua sendo argumento de proposta comercial.

Fontes: Claro empresasLet’s MoneyLet’s Money

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