Ir para o conteúdo

CriptoFintech · compliance

CoinEx encerra corretora citando segurança e compliance

A CoinEx, corretora de criptomoedas de Hong Kong, vai fechar em 22 de dezembro deste ano, após nove anos, citando riscos de segurança e compliance.

por

· 2 min

Atualizado em

Foto de Pierre Borthiry - Peiobty na Unsplash

A CoinEx, corretora de criptomoedas sediada em Hong Kong, anunciou o encerramento das operações. Os clientes podem sacar recursos até 22 de dezembro deste ano, quando a plataforma fecha após nove anos. A empresa citou os riscos de segurança e compliance de operar uma corretora de cripto.

O encerramento da CoinEx

Item Detalhe
Sede Hong Kong
Tempo de operação Nove anos
Prazo para saque Até 22 de dezembro
Índice de reservas declarado Acima de 100%
Motivo citado Riscos de segurança e compliance

Dados do encerramento da CoinEx. Fonte: Finextra

Nove anos e uma decisão de fundador

O fundador e CEO Haipo Yang afirmou, na rede social X, que os ativos dos usuários estão seguros e que o índice de reservas da corretora supera 100%. Segundo ele, os clientes têm até 22 de dezembro para retirar os recursos, data em que a plataforma completa exatamente nove anos desde o lançamento.

Ao explicar a escolha, Yang foi direto. “Depois de muita reflexão, cheguei a aceitar uma verdade dura. A CoinEx não se tornou uma das corretoras líderes do setor, e os riscos de segurança e compliance de operar uma corretora de cripto ficaram cada vez mais difíceis de conter”, escreveu. Ele disse ter considerado vender a operação, mas optou por fechá-la: “Um final limpo é o final certo”.

A terceira corretora a sair em poucos meses

A CoinEx é a terceira corretora de cripto relevante a encerrar nos últimos meses, depois dos fechamentos da Bitmart e da BitMEX, esta última especializada em contratos perpétuos. Para a Finextra, segurança e compliance vêm se tornando aspectos cada vez mais onerosos de operar negócios de cripto, com reguladores alcançando um setor antes sem regras e com hackers mais sofisticados na era da inteligência artificial.

O aperto regulatório aparece em várias praças. No Reino Unido, os reguladores fecharam um pacote de regras para cripto mirando um hub global do setor. No Brasil, a Digitra deixou o varejo cripto depois de novas regras do Banco Central. Cada mercado avança em ritmo próprio, mas a direção converge para exigências maiores sobre quem opera plataformas de ativos digitais.

O que observar

A pergunta que fica é sobre o custo de operar uma corretora de cripto quando segurança e compliance deixam de ser diferencial e viram piso de entrada. Plataformas menores, sem escala para diluir esse custo fixo, tendem a sentir a pressão primeiro. Vale acompanhar se a onda de encerramentos se concentra em corretoras de porte intermediário, que ficam grandes demais para operar de forma informal e pequenas demais para bancar estrutura de conformidade robusta.

Outro ponto a observar é como os prazos de saque são conduzidos nesses encerramentos. Uma saída ordenada, com janela ampla para o cliente retirar recursos, é diferente de uma interrupção abrupta. O teste será se o setor consolida um padrão de encerramento previsível, algo que reguladores em diferentes praças passam a cobrar à medida que alcançam o mercado de ativos virtuais.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.