O crédito consignado para trabalhadores do setor privado alcançou taxa média de 59,4% ao ano em fevereiro, o maior patamar desde o início da série histórica do Banco Central em 2011. O saldo da modalidade cresceu 125,8% em 12 meses, para R$ 92,5 bilhões, mas as concessões caíram 22,5% no mês.
CONSIGNADO PRIVADO | FEVEREIRO 2026
| Indicador | Valor | Movimento |
|---|---|---|
| Taxa média de juros | 59,4% a.a. | Recorde da série (desde 2011) |
| Saldo da modalidade | R$ 92,5 bi | +125,8% em 12 meses |
| Concessões mensais | R$ 7,1 bi | -22,5% vs janeiro |
| Faixa desde abr/2025 | 55,5% a 59,4% | “Novo patamar” (BC) |
Fonte: Banco Central / ADVFN
O programa que expandiu o acesso e o custo
A escalada dos juros acompanha o lançamento do programa Crédito do Trabalhador, em março de 2025. Com a nova modalidade, a base de tomadores cresceu com perfis mais diversos e riscos mais elevados, pressionando a taxa média para cima. Fernando Rocha, chefe do departamento de estatísticas do Banco Central, avaliou que a movimentação desde abril representa “muito mais um cenário de um novo patamar das taxas de juros do que uma trajetória de crescimento”. Desde o primeiro mês completo do programa, a taxa oscilou entre 55,5% e 59,4% ao ano.
Paralelamente, o segmento de consignado acumula disputas judiciais no país, e o INSS chegou a suspender o consignado do C6 Bank em episódio recente. O ambiente regulatório e judicializado adiciona custos operacionais que se refletem no spread.







