Ir para o conteúdo

AgronegócioCrédito · Banco Central

Crédito privado avança no agro, mas equilíbrio retorna

Instrumentos como LCAs e CRAs ganharam espaço, mas Banco do Brasil projeta volta ao padrão histórico de financiamento

por

· 2 min

Atualizado em

O crédito privado tem ampliado sua participação no financiamento da safra brasileira nos últimos anos, mas a tendência é de retorno ao equilíbrio histórico entre diferentes fontes de recursos. A avaliação é de Gilson Bittencourt, Vice-Presidente de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), durante o Expodireto Cotrijal, no Rio Grande do Sul.

Instrumentos do mercado financeiro como LCAs, CRAs, CPRs e Fiagros têm ganhado espaço como alternativa de funding para o agronegócio. Esse movimento ocorre em um cenário de maior custo do crédito e pressão financeira sobre produtores após eventos climáticos e oscilações de preços.

Divisão tradicional do financiamento

Segundo Bittencourt, historicamente o mercado financeiro responde por cerca de um terço do custeio da safra brasileira. Outro terço vem de recursos próprios dos produtores, enquanto o último terço é buscado em revendas de insumos ou tradings. “Esse patamar vem se mantendo”, afirmou ao CNN Agro.

Dados do Banco Central revelam o crescimento desses instrumentos. Entre julho e janeiro do ciclo atual, as contratações de CPR via instituições financeiras cresceram quase 50% na comparação anual, saltando de cerca de R$ 104 bilhões para aproximadamente R$ 154,8 bilhões.

Linhas controladas seguem normais

O executivo destacou que as linhas com taxas controladas seguem operando normalmente, especialmente para agricultores familiares e médios produtores. Pronaf e Pronamp continuam fluindo regularmente, com aumento na concessão divulgado pelo governo esta semana.

Por outro lado, as linhas com taxas livres apresentam maior retração. Com a Selic em 15%, essas operações ficam mais caras, dificultando o acesso ao financiamento. Bittencourt espera corte na taxa básica ainda no Copom de março.

Reorganização e tecnologia

O cenário financeiro varia conforme região e atividade. Enquanto alguns produtores seguem investindo, outros enfrentaram aperto no fluxo de caixa. A Medida Provisória 1314 ajudou na reorganização financeira de muitos agricultores.

Além disso, o seguro rural teve papel fundamental. Nos últimos cinco anos, foram pagos quase R$ 30 bilhões pelo Proagro, com grande parte destinada ao Rio Grande do Sul. Porém, Bittencourt ressalta que eventos climáticos exigem mais que seguro: “Nós precisamos investir em tecnologia para mitigar esses impactos”.

Para mais informações sobre financiamento e inovação no setor financeiro, confira as matérias sobre crédito e fintechs no Let’s Money.

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.