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CréditoCrédito · Consignado

Um ano do Crédito do Trabalhador: 74% têm 2 empréstimos

Estudo da Serasa sobre 191.798 contratos mostra que 74% dos trabalhadores têm dois ou mais empréstimos ativos um ano após o Crédito do Trabalhador.

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Um ano após a criação do Crédito do Trabalhador, o modelo de consignado privado passou a registrar maior recorrência de contratação entre trabalhadores CLT e crescimento na diversificação de instituições financeiras utilizadas nas operações. Estudo inédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, mostra que 74% dos consumidores que aderiram à modalidade possuem dois ou mais empréstimos ativos, enquanto 54,6% dos trabalhadores com múltiplos contratos realizaram operações com bancos diferentes.

O novo consignado privado em números

Indicador Dado
Trabalhadores com 2 ou mais empréstimos ativos 74%
Múltiplos contratos em bancos diferentes 54,6%
Segundo empréstimo com taxa maior 29%
Operações de até R$ 1,5 mil 44%

Estudo do novo consignado privado, base de 191.798 contratos. Fonte: Serasa Experian

Condições menos vantajosas ao longo do tempo

O levantamento indica que parte dos consumidores passou a contratar esse tipo de crédito com condições menos vantajosas ao longo do tempo. Segundo o estudo, 29% dos trabalhadores que contrataram um segundo empréstimo assumiram taxas superiores às praticadas na primeira operação.

O novo consignado privado avançou principalmente em operações de menor valor: do total de contratos realizados no primeiro ano do programa, 44% envolveram concessões de até R$ 1,5 mil. Nessa faixa, a taxa média mensal observada foi 7% superior à registrada em operações anteriores de maior valor e prazo mais longo. Já os contratos acima de R$ 20 mil representaram apenas 1,9% das operações analisadas, mas possuem taxas médias menores e prazos mais extensos.

“Esse é um comportamento que indica uma concentração do novo consignado em operações de baixo ticket e curto prazo entre os trabalhadores que aderiram à modalidade”, comenta Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian. Segundo ele, “o avanço da modalidade ampliou o acesso ao crédito, mas também aumentou a frequência de contratação e a diversificação de instituições financeiras utilizadas pelos trabalhadores. Em um ambiente mais competitivo e pulverizado, cresce a importância de transparência nas ofertas e da comparação entre condições antes da tomada de crédito”.

Procura por crédito e restrição financeira

Entre os consumidores que aderiram ao novo consignado privado, a pesquisa também identificou aumento da procura por crédito: 68% dos trabalhadores tiveram entre duas e cinco consultas ao CPF nos últimos seis meses, enquanto 69% possuem algum tipo de restrição financeira ativa. O comportamento acompanha a expansão da modalidade, cujo valor médio das operações vem recuando desde o lançamento.

“O amadurecimento do novo consignado passa não apenas pela expansão da oferta, mas também pela capacidade de garantir uso sustentável do crédito ao longo do tempo. A educação financeira e a transparência sobre taxas e condições serão fundamentais para a evolução saudável desse mercado”, conclui Délber Lage. O estudo analisou 191.798 contratos de empréstimo consignado privado vinculados a 88 empresas, considerando operações realizadas até abril de 2026 e envolvendo 61 instituições financeiras.

O que observar

O estudo interessa principalmente a instituições financeiras que operam consignado privado e a áreas de recursos humanos que intermediam o benefício. Com a contratação mais frequente e pulverizada entre diferentes bancos, ganham peso a comparação de condições e a transparência sobre taxas antes de cada nova operação, sobretudo nas faixas de baixo ticket, onde a taxa média mensal é mais alta.

Fontes: Let’s MoneySerasa Experian

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