Cripto alcançou 17,2% dos brasileiros com mais de 16 anos, quase 29 milhões de pessoas, contra 7,4% que já tiveram ações. A diferença é de alcance, não de volume financeiro: a 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas coloca o ativo em quinto lugar entre as formas de guardar dinheiro, à frente de CDB, dólar e ouro.
Onde os brasileiros já colocaram dinheiro
| Produto | % da população 16+ |
|---|---|
| Poupança | 57,1% |
| Imóveis | 34,0% |
| Dinheiro guardado em casa | 30,5% |
| Fundos de investimento | 26,1% |
| Criptomoedas | 17,2% |
| Títulos públicos ou CDB | 15,1% |
| Dólar ou outras moedas | 14,0% |
| Ouro | 9,8% |
| Ações na bolsa | 7,4% |
Percentual da população com mais de 16 anos que diz ter ou já ter tido dinheiro em cada produto. Campo presencial entre 11 e 14 de maio de 2026. Fonte: Valor Econômico
Onde os brasileiros compram cripto
O levantamento foi feito pela Paradigma em parceria com o Datafolha, que respondeu pelo trabalho de campo: 2.004 entrevistas presenciais em 137 municípios, entre 11 e 14 de maio de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A primeira edição, aplicada em dezembro de 2024, ouviu 2.007 pessoas em 113 municípios.
A novidade desta edição está no canal. Entre quem já colocou dinheiro em criptomoedas, 83% usaram o aplicativo do próprio banco, contra 26% que citaram carteira própria, 20% que citaram corretoras de cripto e 18% que entraram por fundos ou ETFs. A pergunta permitia múltiplas respostas. Na conta da comparação entre canais, o banco aparece 4,2 vezes mais do que a exchange especializada, e a fatia da população que guarda as próprias chaves subiu de 2,2% para 4%, cerca de 6,75 milhões de pessoas.
O movimento acompanha o que os bancos vêm fazendo no produto. Em março de 2026, um executivo do Santander descreveu a entrada dos bancos no segmento como uma decisão defensiva, para não perder cliente para corretoras especializadas, e neste mês o Bradesco anunciou que vai guardar cripto de fundos e tesourarias. O perfil de quem entrou também não é o de alta renda: 77,6% ganham até três salários mínimos e 89,4% ganham até cinco.








